Afirmam que desafios virais em escolas expõem falta de diálogo familiar
As ameaças de supostos tiroteios em escolas, impulsionadas por desafios virais em redes sociais, expõem várias facetas do problema: a necessidade de fortalecer o acompanhamento familiar, aplicar protocolos de segurança, envolver instituições do Estado e trabalhar com menores de idade que ainda não são imputáveis.
Assim o apontou Sonia Escauriza, diretora de Proteção e Promoção dos Direitos da Infância e da Adolescência do Ministério da Educação e Ciências (MEC), ao analisar um fenômeno que nas últimas semanas gerou temor em várias instituições educativas do país e obrigou a ativar mecanismos de segurança já previstos por protocolos.
As ameaças foram realizadas primeiro por meio de redes sociais e aplicativos de mensageria, onde estudantes falavam sobre possíveis tiroteios. Até que os azulejos dos banheiros se converteram no suporte para o anúncio: "Amanhã haverá tiroteio", dizia o desafio viral.
Em alguns casos, as advertências resultaram em suspensão de atividades ou presença policial preventiva, enquanto que em outros as autoridades conseguiram identificar os responsáveis. O fenômeno inclusive acendeu alertas em pais e docentes pela influência de conteúdos virais na região relacionados com tiroteios escolares.
"Quando começamos a dar uma mensagem clara que as aulas vão ser dadas com a segurança que corresponde ou continuar as aulas com o devido cuidado, atendendo o protocolo e falando já com a gente de segurança que nos acompanha, diminuiu bastante essa situação", afirmou.
FAMÍLIA. A funcionária indicou que o MEC observa com preocupação o papel do entorno familiar nestes episódios.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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