Advogado de Hugo Javier: "Descarto que tenha sido um atentado dirigido"
Defensor apresenta ação de inconstitucionalidade na Corte Suprema contra condenação de 10 anos
O defensor do ex-governador de Central, Hugo Javier González, o advogado Bernardo Villalba descartou que o incidente traumático sofrido por seu cliente em sua cela "tenha sido um atentado dirigido". Além disso, detalhou a ação de inconstitucionalidade promovida há dois meses na Sala Constitucional da Corte Suprema de Justiça (CSJ) no processo judicial que levou à condenação de 10 anos de prisão de seu cliente por supuestas obras fantasmas.
"Neste momento está na Sala Constitucional com uma ação de inconstitucionalidade que apresentamos contra a sentença condenatória e contra o acórdão e sentença que confirmou essa sentença do tribunal, é nisso que estamos e estamos esperando uma reação da Corte nesse sentido", explicou na segunda-feira ao programa "Arriba hoy" da GEN e Universo 970 AM/Nación Media.
Detalhou que "a Sala Penal rejeitou in limine ao considerar que não estava fundamentado, o que se fundamentou muito bem. Eu acho que isso foi feito com o objetivo de não ter que se pronunciar sobre o mérito da questão, mas a Sala Constitucional ao notar esse defeito na Sala Penal, abriu a possibilidade de apresentar ações de inconstitucionalidade contra isso", motivo pelo qual se recorreu a essas instâncias antes de Hugo Javier se apresentar para cumprir a condenação ditada.
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Parecer de perito
O advogado se referiu às declarações de Hugo Javier em uma entrevista televisiva onde fala da existência de um parecer de um perito da Fiscalía que corroborou que as obras existem e foi pago o que se devia, e o parecer da Controladoria Geral da República (CGR) que atesta que ele não se enriqueceu no cargo.
"A defesa pode gerar, criar provas e isso podemos colocar em dúvida porque tem um interesse legítimo, mas neste caso são provas produzidas pela Fiscalía. O perito ao qual se está referindo é o arquiteto Nakayama, irmão do senador, que percorreu as 14 obras, encontrou as 14 obras, peritou as 14 obras e o resultado de sua perícia é que essas obras existem e que valem o que foi pago", afirmou Villalba.
Não houve enriquecimento ilícito
Contou também que a Fiscalía "contratou com recursos especiais um perito contador para fazer a perícia nos documentos comprobatórios desses pagamentos e esse contador encontrou que estava justificado até o último centavo gasto pelas empresas adjudicatárias dessas obras. Justificaram-se os 5.105.000.600 guaranis com documentos, aprovado pela Controladoria e pelo Ministério da Fazenda".
O advogado mencionou que se aguarda a resolução da Sala Constitucional. "Eu digo que se essa empatia que hoje gerou Hugo Javier e essa realidade que se tornou pública, não é possível sustentar mais uma sentença por 14 obras fantasmas, e como vão ser fantasmas se está verificado pela Controladoria, foi verificado por auditoria do Poder Executivo, foi verificado pelo Ministério Público, o tribunal segue dizendo que é obra fantasma. É uma barbaridade isso", sentenciou.
Ratificou a postura de que a sentença contra Hugo Javier foi dada por uma pressão mediática. "Não é que nada se provou, eles provaram a inocência de Hugo Javier, eles, o Ministério Público provou, e realmente a condenação foi uma condenação para dar uma satisfação mediática e para tentar se livrar da situação", ressaltou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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