Quarta, 17 de Junho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Internacional

Acordo de paz com Irã se concretiza, enquanto Trump critica Netanyahu

Assinatura do memorando acontecerá na Suíça; presidente americano pressiona Israel sobre atuação no Líbano

17/06/2026 10:45 4 min lectura 2 visualizações
Acuerdo de paz con Irán se concreta, en tanto Trump reprocha a Netanyahu

O acordo entre Estados Unidos e Irã, que Donald Trump considera viável ser definitivo no prazo previsto de 60 dias, teve definidos ontem a data e o local da assinatura de seu memorando de entendimento, na sexta-feira no resort suíço de Bürgenstock, enquanto o presidente americano começa a aumentar a pressão sobre Israel.

Após a assinatura desse protocolo, Washington e Teerã empreenderão negociações para uma paz definitiva nesse período de dois meses.

"Acredito que será cumprido mais ou menos conforme previsto", disse Trump no marco da cúpula dos líderes do G7 em Évian, que se realiza nessa localidade pré-alpina francesa.

O texto em si mantém ainda fora do conhecimento público seus detalhes. "É muito simples. Isto é o que diz: o Irã nunca terá uma arma nuclear", reafirmou o líder republicano, segundo o qual também se estabelece que o Estreito de Ormuz estará aberto "livre de pedágios".

Estados Unidos, conforme destacaram em Évian fontes diplomáticas francesas, pediu à coligação internacional formada para garantir a circulação por Ormuz em caso de cessar-fogo que realize operações de desminagem, mas ainda que o dispositivo tenha começado a se colocar em marcha, necessita do acordo do Irã e de Omã.

No início de um encontro bilateral com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, Trump prometeu que não apenas divulgará o conteúdo completo do acordo com o Irã, mas que "provavelmente" também oferecerá uma coletiva de imprensa "para lê-lo palavra por palavra" e garantir uma cobertura mediática apropriada.

Na falta de se conhecer essa letra miúda, as autoridades suíças anunciaram que não será assinado em Genebra, como se indicou antes, mas em Bürgenstock, no centro do país.

Paquistão e Catar, países mediadores, propuseram esse cenário, que já em 2024 recebeu dezenas de líderes mundiais por ocasião de uma cúpula para a paz na Ucrânia na qual não esteve presente a Rússia.

O fundo soberano do Catar é proprietário do resort anunciado, um lugar de difícil acesso, já que se encontra em uma crista montanhosa a 500 metros acima do lago Lucerna, o que o torna ideal para ocasiões que requerem alta segurança.

O esperado pacto para pôr fim a quase quatro meses de conflito regional e crise energética global continua gerando grandes expectativas, como ontem terça-feira demonstraram diversos líderes de organizações multilaterais.

PUXÃO DE ORELHA. Trump não poupou críticas contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e lhe pediu ser "mais responsável" com relação ao Líbano, assegurando não estar satisfeito com como atuou nesse país e em sua ofensiva contra a milícia xiita Hezbollah. Embora tenha assegurado que o acordo com o Irã perdurará mesmo levando em conta possíveis ações futuras de Israel, criticou ações como lançar ataques contra território libanês em plena negociação da paz com o Irã.

Trump deixou claro ontem que para ele a situação no Líbano é um conflito "menor", e perante o emir do Catar, Tamim Ben Hamad Al Thani, sugeriu que seja a Síria o país que assuma o peso contra o Hezbollah: "Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todos os demais, a Síria poderá", apontou.

Os líderes do G7, por sua vez, concordam que Israel deve pôr fim à sua ofensiva no Líbano e se retirar da parte que ocupa, e que será necessária uma nova força multinacional que respeite ao Exército libanês para recuperar o controle do território, em detrimento do Hezbollah.

Fontes diplomáticas presentes na Cúpula do G7 que se realiza na localidade francesa de Évian insistiram que o "objetivo comum" dos líderes de Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá é que o Exército libanês "cumpra sua missão".

Para isso será necessário colocar em pé uma nova missão já que o mandato da Finul (Força Interina das Nações Unidas para o Líbano) expira no final do ano.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.