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Esportes

A proposta da FIFA e Infantino, em xeque pelo rejeição massiva do futebol internacional

31/07/2026 14:15 3 min lectura 23 visualizações

A sombra de um boicote paira sobre as competições da FIFA, depois que a UEFA anunciou que suas federações nacionais não participarão delas se o organismo insistir em sua ideia. Uma denúncia à qual também se somaram outras confederações, como a da América do Norte, América Central e Caribe e a da Ásia.

Este protesto às competições da FIFA ameaça eventos deste ano como os mundiais femininos sub-20 e sub-17 da Polônia e Marrocos, e o sub-17 masculino do Catar ou a classificação para o absoluto feminino do Brasil 2027.

Carlos Cordeiro, assessor da FIFA no painel da Copa do Mundo da Casa Branca e estreito colaborador de Gianni Infantino, anunciou nesta sexta-feira sua demissão em razão de seu desacordo com a nova e polêmica proposta do organismo, algo que considera "prejudicial" para o futebol.

"Quero deixar claro que não tive nada a ver com esta proposta e que me oponho a ela de forma inequívoca. É um mau acordo para as federações membros da FIFA, um mau acordo para o futebol e um mau acordo para o futuro a longo prazo deste esporte", explicou o dirigente em um comunicado divulgado nas redes sociais.

A máxima organização do futebol mundial recebeu numerosas críticas nos últimos dias pela falta de transparência do projeto, às quais se somou nesta sexta-feira o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que qualificou Infantino como "a pessoa errada" à frente da organização.

A FIFA teve que se pronunciar ante a onda de críticas para defender que seu projeto FIFA Forward Enterprise (FFE) não pretende vender o futebol nem ceder o controle de sua governança.

A entidade reconheceu em um comunicado que respeita os comentários e as preocupações expressadas publicamente e garantiu que a criação da FFE apenas avançará se contar com o respaldo da maioria das associações.

"Ninguém está vendendo futebol. Isto não é algo que a FIFA jamais consideraria", explicou a organização.

Além disso, nas palavras da FIFA, a iniciativa busca unicamente otimizar a gestão comercial de seus torneios para gerar maiores receitas, garantindo que o dinheiro arrecadado será redistribuído entre as 211 associações membros.

E lançou uma crítica direta ao futebol europeu ao apontar que "nenhuma entidade pode se arrogar a representação das 211 associações membros de todo o mundo".

Na terça-feira passada se revelaram as intenções da FIFA de abrir a porta ao capital privado para financiar seus grandes torneios, entre eles a Copa do Mundo, mediante o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), assim como ampliar o financiamento para o desenvolvimento do futebol a mais de 10.000 milhões de dólares para suas 211 associações.

Até o momento, três das seis confederações continentais expressaram publicamente seu rejeição a uma iniciativa que contempla a criação de uma filial comercial, avaliada em cerca de 20.000 milhões de dólares, da qual poderia abrir até 20% de seu capital a investidores privados. EFE

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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