A Itália dos jovens supera sem brilho o Luxemburgo
Seleção italiana apostou em nova geração após ficar fora da Copa do Mundo
Era a primeira vez que a Itália, tetracampeã do mundo, pisava o gramado após o duro golpe de ficar fora de um Mundial novamente. O fez sem muitas de suas figuras mais reconhecidas e apostando em uma nova geração de jovens talentos que pode representar a primeira pedra para a profunda renovação que uma 'Azzurra' em crise necessita mais que nunca.
À frente do banco de reservas, após a renúncia de Gennaro Gattuso, colocou-se Silvio Baldini, que assumiu o cargo para os dois amistosos deste mês após ser selecionador da sub-21. Apostou em seus discípulos: Luca Koleosho, Davide Barteshagi, Luca Lipani... Nomes novos, e todos, exceto o capitão, Gianluigi Donnarumma, nascidos a partir de 2000.
Dezenove dos vinte e quatro jogadores debutaram na seleção principal em uma convocação, e a idade média do time para estes amistosos é de 20 anos e seis meses. A mais jovem da história em uma principal, segundo revelou durante esta semana a imprensa transalpina. Alguns dos jogadores nem sequer debutaram ainda na Serie A.
Demorou para o conjunto italiano engrenagem. Na primeira etapa faltaram convicção e ousadia, e sobrou cautela. O excessivo jogo no meio-campo e algumas chegadas isoladas, sem praticamente perigo, refletiram um encontro cinzento entre duas seleções que não estarão na próxima Copa do Mundo, a grande festa do futebol internacional.
Foi Pio Esposito quem puxou o carro para abrir o marcador. Um dos poucos futebolistas que já vestiu a camisa da principal assinou o 0-1 com um cabeceio após um escanteio medido por Niccolò Pisilli, outro com experiência, embora pouca, na 'Azzurra'. Ambos trouxeram ofício para desatrancar o marcador diante de um Luxemburgo que ofereceu pouca resistência nem opções além de momentos pontuais.
Abriu-se um pouco mais o jogo após o gol da Itália, mas a tônica geral mudou pouco. Houve chances em ambas as áreas, principalmente para a 'Azzurra' embora sem eficácia. Foi um encontro plano, de escassa intensidade e no qual o conjunto de Baldini controlou sem grandes dificuldades, ainda que sem jogo.
A Itália venceu timidamente, sem fazer barulho, mas avançando passo a passo e tentando estabelecer bases. Fez isso com um time jovem e com um país que, além disso, tinha grande parte de sua atenção voltada para as quartas de final de Roland Garros, onde os tenistas italianos Matteo Berrettini e Matteo Arnaldi protagonizavam um derbi em um esporte em que a Itália, diferentemente do 'calcio', atravessa seu momento mais doce.
0 - Luxemburgo: Moris; Jans, Korac, Carlson, Mica Pinto (Mahmutovic, m.67) Bohnert (Kadamani, m.66); Martins, Olesen (Goncalves, m.86), Barreiro; Thill S. (Thill V, M.77), Sinani (Curci, m.86).
1 - Itália: Donnarumma; Favasuli (Fortini, m.67), Comuzzo (Mane, m.76), Chiarodia, Bartesaghi (Ahanor, m.90); Pisilli, Lipani (Dagasso, m.76), Ndour; Cherubini (Fini, m.67), P. Esposito (Camarda, m.76), Koleosho (Inacio, m.90).
Árbitro: Joey Kooij (Países Baixos). Mostrou cartão amarelo a Carlson, do Luxemburgo, e a Luca Lipani, da Itália.
Incidências: Partida amistosa disputada no Estádio de Luxemburgo. EFE
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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