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Paraguai

A indústria uruguaia consolida acordos de preços com produtores e acelera o crescimento dos currais

30/06/2026 03:45 3 min lectura 2 visualizações
La industria uruguaya afianza acuerdos de precios con productores y acelera el crecimiento de los corrales

A pecuária uruguaia atravessa um processo de transformação nos sistemas de terminação, onde o confinamento ganha cada vez mais protagonismo da mão de novos modelos de negócios entre produtores e indústria frigorífica.

Segundo explicou Martín Olaverry, jornalista de Valor Agregado Uruguai, além dos currais próprios que possuem algumas plantas frigoríficas, consolida-se uma figura comercial baseada em acordos entre o produtor e a indústria, com o objetivo de assegurar a oferta de gado para abate e oferecer maior previsibilidade a ambas as partes.

"O que está entrando cada vez mais forte é o convênio entre o frigorífico e o produtor, assegurando a esse produtor um preço para que depois envie esse gado à indústria frigorífica", assinalar.

Nestes esquemas, o produtor conhece antecipadamente uma referência de preço para seu gado, enquanto o frigorífico assegura abastecimento em um contexto onde a oferta continua limitada. Em alguns casos se fixa um valor base e, se o mercado evolui favoravelmente, o produtor recebe um adicional vinculado a referências objetivas do mercado.

Entre essas referências aparecem o preço semanal publicado pelo Instituto Nacional de Carnes (INAC) ou as cotações que divulga semanalmente a Associação de Consignatários de Gado (ACG), mecanismos que permitem ajustar o valor final do gado no momento do embarque.

Olaverry explicou que atualmente convivem distintos modelos dentro do negócio. Algumas indústrias continuam desenvolvendo currais próprios ou ampliando sua capacidade de confinamento, enquanto outras optam por fortalecer alianças com produtores que já contam com infraestrutura de confinamento.

Este sistema permite reduzir parte da incerteza comercial para o produtor, ao tempo que oferece à indústria uma maior planejamento do abate, especialmente em momentos onde a disponibilidade de gado terminado continua sendo ajustada.

O cenário também está acompanhado por uma menor produção de gado no Uruguai durante o primeiro semestre. O abate acumulou uma queda próxima a 20% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto que para o encerramento do exercício se projeta uma redução anual próxima a 10%, embora se espere certa recuperação da atividade durante a segunda metade do ano.

Em paralelo, o mercado mantém uma forte demanda por bezerros, com valores que durante a recente safra oscilaram entre US$ 4,10 e US$ 4,20 por quilo em pé, enquanto o milho se situa entre US$ 220 e US$ 230 por tonelada, configurando um cenário onde o negócio do confinamento continua mostrando competitividade.

Para Olaverry, este modelo de integração entre produtores e indústria seguirá ganhando espaço no Uruguai, em um contexto onde a previsibilidade comercial e o asseguramento de matéria-prima se transformam em fatores cada vez mais relevantes.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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