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Internacional

A história dos delfins suicidas que o Irã comprou da Ucrânia

11/05/2026 13:45 3 min lectura 0 visualizações
La historia de los delfines suicidas que Irán compró a Ucrania

Às perguntas usuais sobre o andamento da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, na coletiva de imprensa do Pentágono do dia 5 de maio foi acrescentada outra questão curiosa: "O Irã está utilizando delfins suicidas?"

Um repórter do The Daily Wire pediu ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegsett, que explicasse os "relatos sobre o uso de delfins kamikazes" no conflito.

"Não posso confirmar nem desmentir a existência de nossos próprios delfins suicidas, mas posso confirmar que eles não têm nenhum", declarou Hegsett.

O general Dan Kaine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, também se pronunciou a respeito. "Isto soa como a história de tubarões equipados com raios laser, não é?", replicou.

Os comentários dos funcionários faziam referência a um artigo publicado cinco dias antes no jornal Wall Street Journal intitulado "Irã busca desesperadamente uma solução ao bloqueio americano que não consegue romper".

A publicação apontava que o bloqueio naval americano ao Estreito de Ormuz expôs as deficiências da estratégia iraniana para controlar a importante rota, e que o Irã buscava uma forma de compensá-las.

"Funcionários iranianos afirmaram que Teerã poderia utilizar armas nunca antes empregadas, desde submarinos até delfins equipados com minas para atacar os navios de guerra americanos", lia-se na reportagem.

"A Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou intensificar as tensões cortando os cabos de fibra óptica no Estreito de Ormuz, uma medida que interromperia o tráfego global de internet", alertava o jornal americano.

Embora o uso militar de delfins possa parecer absurdo, esta prática existe há décadas.

Há 26 anos, a BBC informou que o Irã havia comprado delfins suicidas da Ucrânia.

O informe indicava que Teerã havia adquirido animais treinados por membros da extinta marinha soviética, mas naquele momento não estava claro o que fariam no Golfo Pérsico.

Especialistas russos haviam adestrado os delfins e outros mamíferos aquáticos para atacar navios e mergulhadores inimigos. Contudo, devido aos cortes orçamentários ocorridos após o colapso da URSS, muitos deles foram transferidos para uma coleção privada para realizar espetáculos para turistas.

Seu instrutor principal, tanto na vida militar quanto civil, foi Boris Zhurid, que começou sua carreira como oficial de submarinos e depois se formou em uma academia de medicina.

Naquela época, dizia-se que vendeu todos estes animais aquáticos ao Irã porque não conseguia custear sua alimentação e manutenção.

"Se eu fosse uma pessoa cruel, poderia ficar em Sebastópol, mas não posso suportar que meus animais passem fome", declarou Zhurid ao jornal russo Komsomolskaya Pravda na ocasião.

"Seus medicamentos, que custam milhares de dólares, se esgotaram, e já não temos peixe nem suplementos alimentares", explicou.

Uma reportagem da BBC da época afirmava que um total de 27 animais, entre eles peixes-porco, leões-marinhos, focas e uma baleia beluga, além de delfins, foram transportados de Sebastópol, na península da Crimeia (então sob controle da Ucrânia), até o Golfo Pérsico em um avião de transporte.

Quatro delfins e uma baleia beluga foram treinados por Zhurid em uma base naval do Pacífico antes de serem transferidos para a Crimeia em 1991.

Os animais foram treinados para atacar mergulhadores inimigos com...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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