As Sete Irmãs: as grandes petroleiras que marcaram a história da Venezuela
Quem foram as Sete Irmãs
As Sete Irmãs foram integradas por: Standard Oil of New Jersey (Esso), Anglo Iranian Oil Company (AIOC), Standard Oil of New York (Socony), Gulf Oil, Standard Oil of California (Socal), Texaco e Royal Dutch Shell. Durante grande parte do século XX, essas companhias exerceram uma influência predominante na economia mundial ao controlar uma porção significativa da produção e das reservas petroleiras do planeta.
Atualmente, apenas Royal Dutch Shell e British Petroleum (antiga AIOC) resultam nomes familiares para o público em geral. Porém, durante décadas essas empresas moldaram a indústria energética global e deixaram uma marca profunda em países como a Venezuela.
Origem do nome: As Sete Irmãs
O nome coletivo de As Sete Irmãs foi cunhado por Enrico Mattei, chefe da petroleira estatal italiana ENI. Segundo especialistas, Mattei escolheu essa denominação para descrever essas enormes empresas transnacionais que monopolizavam a produção de petróleo fora dos Estados Unidos e da União Soviética, operando como um oligopólio no mercado mundial.
O historiador venezuelano Rafael Arráiz Lucca sugere que o nome pôde ter sido inspirado no mito grego das Plêiades, as sete irmãs ninfas que foram convertidas em estrelas, o qual representaria uma referência à tradição clássica.
Origem empresarial: O desmembramento da Standard Oil
Uma parte importante da história dessas companhias remonta aos Estados Unidos. Em 1911, a Corte Suprema dos Estados Unidos declarou que a Standard Oil constituía um monopólio ilegal. Essa decisão resultou no desmembramento do império criado por John D. Rockefeller em 39 empresas separadas. Muitas dessas companhias posteriormente se fundiram para formar conglomerados maiores.
Desse modo, três das Sete Irmãs (Standard Oil of New Jersey, Standard Oil of New York e Standard Oil of California) foram resultado direto da aplicação das leis antitruste estadunidenses. As outras duas europeias foram Anglo-Iranian Oil Company (Reino Unido) e Shell (anglo-holandesa), enquanto Gulf Oil e Texaco completavam o grupo.
Operações na Venezuela
Na Venezuela, essas empresas operavam sob denominações locais distintas. A filial da Standard Oil of New Jersey se identificava como Creole Petroleum Corporation, enquanto a da Gulf Oil operava como Mene Grande. Essa estrutura permitia que os venezuelanos não associassem facilmente essas empresas com suas verdadeiras matrizes internacionais.
Apesar disso, o nome coletivo As Sete Irmãs permanece na memória dos venezuelanos, especialmente entre aqueles com maior experiência e antiguidade.
Controle global da indústria
Essas empresas possuíam concessões petroleiras na Venezuela, nos países do Golfo Pérsico, Líbia e Indonésia. Essas concessões lhes outorgavam controle absoluto sobre decisões fundamentais na indústria, incluindo a tecnologia utilizada na extração, os volumes de produção e os preços de comercialização do petróleo.
Com o tempo, essas firmas transitaram de serem concorrentes para se tornarem aliadas estratégicas, configurando um cartel que dominava o mercado petroleiro mundial. Sua influência foi determinante na configuração da economia de hidrocarbonetos durante o século XX.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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