A felicidade chegou tarde para a Turquia
O jogador do Galatasaray havia entrado 10 minutos antes e na última jogada da partida disputada em Los Angeles, aproveitou uma desorganização defensiva do time mandante para selar o que durante o resto do jogo havia sido um testemunho de bom futebol de uma formação que tarde se lembrou de como vencer.
Dois ataques no início do primeiro tempo e no segundo, pareceram garantir nesta quinta-feira um empate da seleção dos Estados Unidos, que decidiu dar descanso a seus jogadores antes de encarar a fase de oitavas de final como líder do Grupo D.
Mas não foi suficiente a gestão de Sebastian Berhalter com sua assistência no amanhecer do primeiro tempo e seu gol no início do segundo para neutralizar uma noite destacada da estrela do Real Madrid Arda Güler.
Estados Unidos desencadeou uma autêntica tempestade sobre a área das Estrelas Crescentes. Com dois minutos, dois escanteios causaram o aperto, e no terceiro já havia comemoração nas arquibancadas.
Berhalter cruzou para o segundo palo de Ugurcan Cakir e sem muita oposição, o zagueiro do Celtic Auston Trusty resolveu com um remate potente de perna esquerda.
Os pupilos de Mauricio Pochettino talvez tenham entendido que o rival eliminado não ofereceria muita resistência no dia do encerramento do Grupo D.
Pouco durou a alegria do time das Barras e Estrelas porque aos 10 minutos uma triangulação entre Arda Güler, Oguz Aydin e Baris Yilmaz terminou com um remate do extremo do Real Madrid ao fundo da rede, sem defesa possível para Matt Turner.
Tarde se lembrava Güler, quando já não se podia mudar a história, entendeu a Turquia, que tinha futebol suficiente para merecer melhor sorte na Copa do Mundo que já terminava para ela.
De novo Güler, de 21 anos, tomou o controle, avançou pelo meio, se associou com Kenan Yildiz e em seguida apareceu Orkun Kokcu para estabelecer a virada no minuto 31.
Silêncio em Los Angeles e emoção entre os pupilos do italiano Vincenzo Montella, que terminaram o primeiro tempo com um jogo vertical, como não se viu nas derrotas com Austrália (2-0) e Paraguai (1-0).
Sem o atacante Folarin Balogun nem o condutor Christian Pulisic, Estados Unidos deu a sensação de ceder grande parte de seus argumentos ofensivos.
O segundo tempo começou como o segundo, como um furacão sobre a porta de Cakir e logo chegou a manifestação de rebeldia de Berhalter, o meio-campista britânico naturalizado estadunidense que aproveitou uma distração da última linha turca no minuto 49.
Pochettino enviou para o campo Pulisic, que desde sua estreia passou rodadas preservado. E sua presença se fez notar. Mas a festa tranquila foi danificada por Ayhan. E a festa turca teve sabor de nostalgia.
Turquia: Ugurcan Cakir; Zeki Celik (m.84: Çağlar Söyüncü), Ozan Kabak, Abdulkerim Bardakci, Eren Elmali; Salih Ozcan, Orkun Kokcu (m.88: Kaan Ayhan), Arda Güler; Oguz Aydin (m.92: Mert Müldür), Kenan Yildiz (m.84: Can Uzun) e Baris Alper Yilmaz (m.92: Irfan Kahveci).
Estados Unidos: Matt Turner; Joe Scally (m.76: Alex Freeman), Mark McKenzie, Auston Trusty, Miles Robinson; Sebastian Berhalter, Weston McKennie (m.86: Malik Tillman), Giovanni Reyna (m.76: Sergiño Dest); Brenden Aaronson (m.76: Alejandro Zendejas), Ricardo Pepi e Timothy Weah (m.57: Christian Pulisic).
Gols: 1-0, m.3: Auston Trusty. 1-1, m.10: Arda Güler. 1-2, m.31: Orkun Kokcu. 2-2, m.49: Sebastian Berhalter. 3-1, m.98: Ayhan
Árbitro: O argelino Mustapha Ghorbal amoestou Berhalter.
Incidências: Partida da terceira e última rodada do Grupo D disputada no Estádio de Inglewood, cidade do condado de Los Angeles.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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