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Economia

A faena bovina recuperou em maio, mas ficou 35% abaixo versus o ano passado

02/06/2026 03:30 3 min lectura 3 visualizações
La faena bovina repuntó con en mayo, pero quedó 35% por debajo versus el año pasado

A indústria frigorífica paraguaia recuperou dinamismo durante maio de 2026. Segundo dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), a faena bovina alcançou 143.866 cabeças, o que representou um incremento de 36,6% com relação a abril, quando haviam sido processados 105.315 animais.

O crescimento mensal permitiu que maio voltasse a se situar em níveis similares aos registrados durante o primeiro trimestre do ano, após uma forte queda observada em abril. Porém, ao comparar com igual mês de 2025, a atividade industrial continua evidenciando uma importante redução produto da menor pressão industrial e da maior escassez de gado.

Um ano atrás, os frigoríficos paraguaios haviam faenado 222.068 bovinos durante maio, de modo que o volume atual representa uma queda interanual de 35,2%, equivalente a 78.202 cabeças a menos.

A mesma situação se observa na produção de carne. Enquanto em maio de 2025 haviam sido geradas 54,9 mil toneladas, em maio deste ano o volume alcançou 37,8 mil, uma diminuição próxima a 31%.

Os dados mostram que a recuperação de maio foi impulsionada principalmente pela categoria de touros, que contribuiu com 73.706 cabeças, seguida pelas vacas com 27.272 animais e as novilhas com 26.603 cabeças. Os novilhos representaram 16.285 animais.

Em nível industrial, Frigorífico Belén (Minerva) liderou a atividade com 29.987 bovinos processados, seguido por Frigomerc S.A. (Minerva) com 17.465 cabeças, Frigochaco com 16.382 e Frigochorti com 15.612 animais.

Para além do repunte observado em maio, o comportamento da faena durante 2026 reflete claramente as limitações que enfrenta atualmente a cadeia de carne paraguaia.

Entre janeiro e maio foram processados 718.547 bovinos, com uma marcada dependência da categoria touros, que representou 383.295 cabeças, equivalentes a mais de 53% do total.

Além disso, a evolução mensal mostra que a atividade industrial havia começado o ano com 148.627 cabeças em janeiro, alcançou um máximo de 160.776 animais em fevereiro e se manteve elevada em março com 159.963 cabeças. Porém, em abril ocorreu uma forte correção até 105.315 cabeças, para depois recuperar parte do terreno perdido durante maio.

Este comportamento coincide com um mercado de gado caracterizado por uma oferta limitada de hacienda terminada, menor pressão de compra das indústrias e por valores historicamente altos para o gado gordo.

Os números também voltam a colocar sobre a mesa um dos principais desafios da pecuária paraguaia: aumentar a produção de terneiros e recuperar o estoque bovino nacional.

A menor participação de vacas na faena com relação ao ano passado pode ser interpretada como um sinal positivo do ponto de vista da retenção de matrizes, uma estratégia que muitos produtores consideram fundamental para reconstruir a oferta futura de gado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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