A faena bovina alcançou seu volume máximo em julho de 2026
Recorde mensal em faena bovina
A faena bovina nos frigoríficos habilitados para exportação alcançou em julho seu maior volume mensal no que vai de 2026, com 190.839 cabeças processadas. Isso representa um crescimento de 11% em relação a junho, de acordo com o informe mensal da Associação Rural do Paraguai (ARP), elaborado com base em dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa).
O resultado implica a faena de 18.307 animais a mais que em junho, quando foram processadas 172.532 cabeças, confirmando a recuperação da atividade registrada durante os últimos três meses.
Recuperação progressiva no trimestre
A tendência ascendente começou após o mínimo anual observado em abril, quando os frigoríficos processaram 105.315 cabeças. A evolução durante o período foi a seguinte:
- Maio: 143.866 animais
- Junho: 172.532 cabeças
- Julho: 190.839 cabeças
Em apenas três meses a faena praticamente se duplicou em relação ao nível registrado em abril, refletindo uma maior disponibilidade de gado para abastecer a indústria exportadora.
Utilização de capacidade instalada
Apesar do incremento no volume processado, a utilização da capacidade instalada da indústria se situou em 53% em julho, ligeiramente abaixo dos 55% registrados em junho. Isso evidencia que, apesar da recuperação da faena, ainda existe uma margem importante de capacidade industrial disponível.
Por plantas, Fernheim apresentou o maior nível de utilização durante julho, com 72%, seguida por Minerva, com 69%. Victoria e Neuland alcançaram 66% cada uma, enquanto Guaraní chegou a 59% e Chortitzer a 57%. Los Lazos operou com uma utilização de 41%, e Frigorífico Concepción funcionou a 4% de sua capacidade instalada.
Liderança e participação das indústrias
Quanto à participação na faena acumulada, Minerva mantém a liderança, concentrando 39% do total. Seguem-se Chortitzer e Fernheim, com 10% cada uma; Concepción, Victoria e Neuland, com 9% cada uma; Guaraní, com 8%; Los Lazos, com 5%; e La Tropa Beef, com 1%.
Perspectivas para a indústria de carnes
O desempenho de julho marca um novo máximo mensal para a faena bovina de exportação em 2026 e consolida uma recuperação que começou no segundo trimestre. Nesse cenário, a disponibilidade de gado e o desempenho dos mercados internacionais continuam sendo fatores determinantes para a indústria de carnes paraguaia.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.