A Estátua da Liberdade brilha para celebrar os 250 anos dos Estados Unidos
Música eletrônica e lasers iluminam o monumento francês em espetáculo transmitido pela ABC, enquanto onda de calor sofocante assola o leste americano
Música eletrônica e lasers deram vida à Estátua da Liberdade, cuja iluminação foi transmitida nesta sexta-feira para comemorar o aniversário 250 dos Estados Unidos. O espetáculo neste monumento doado pela França em 1886 durou 15 minutos e foi transmitido pela rede ABC.
O cônsul geral da França em Nova York, Cedrik Fouriscot, disse à AFP que a elaborada apresentação demonstra a "importância das alianças". "Quando França e Estados Unidos estão juntos e criam coisas juntos, como a Estátua da Liberdade ou este espetáculo, pode ser algo inesquecível", disse Fouriscot.
A Estátua da Liberdade, uma escultura revestida de cobre de uma mulher em túnica e coroada, segurando uma tocha acima de sua cabeça, está no porto de Nova York e é uma das imagens mais icônicas da cidade, visitada por milhões de turistas a cada ano. O evento, financiado por patrocinadores privados, foi gravado na noite de quarta-feira.
Sufocante onda de calor
Mais de 150 milhões de pessoas sofrem nesta sexta-feira com temperaturas sofocantes no leste dos Estados Unidos, em meio à celebração da Copa do Mundo 2026 e do 250º aniversário da independência nacional. Enquanto o país celebra um feriado anterior ao seu Dia Nacional, 4 de julho, as autoridades advertem sobre as temperaturas extremas esperadas em várias cidades importantes.
Prevê-se que a sensação térmica alcance 40°C em Boston e Filadélfia, e 45°C em Nova York e na capital, Washington D.C., no nordeste dos Estados Unidos.
"Este nível de calor pode ser mortal para quem não contar com ar-condicionado adequado e não se manter suficientemente hidratado", advertiu o Serviço Meteorológico Nacional (NWS) do estado de Nova York.
Esta "perigosa onda de calor sem precedentes" afeta a metade oriental dos Estados Unidos desde meados da semana e espera-se que continue até o sábado, dia do 250º aniversário da declaração de independência do país.
Em Brooklyn, Daniel Jefferson, de 39 anos, trabalha descarregando caixas de comida no porão de um restaurante.
"Não tínhamos experimentado algo assim em Nova York em muito tempo", declarou o entregador, reclamando do calor "absolutamente insuportável" que o está "esgotando".
4 de julho em risco
Em Washington D.C. corre risco a realização de um grande concerto pela festividade de 4 de julho em frente ao Capitólio.
Na sexta-feira ao meio-dia uma jovem sofreu um golpe de calor enquanto fazia fila para entrar em uma feira organizada para a ocasião na ampla esplanada do Mall. "Já é a trigésima pessoa" a ser atendida.
As piscinas públicas estão repletas. "Está um calor sofocante e não há para onde ir", disse à AFP Anya Gellerman, de 26 anos, enquanto fazia fila em uma piscina com uma caixa térmica na mão.
Os guardas nacionais desdobrados por Donald Trump na capital patrulham como podem.
Refugiado à sombra em um parque, Lee Hernández, um militar porto-riquenho, tentava se refrescar. Está acostumado com temperaturas tropicais, mas esta onda de calor lhe parece "ainda pior", diz à AFP. E os quase "15 quilos" de equipamento que carrega nas costas, entre colete à prova de balas e arma, não ajudam.
As temperaturas caíram apenas ligeiramente durante a noite. Espera-se que esta onda de calor estabeleça novos recordes em algumas regiões, segundo os meteorologistas. Poderia afetar a Copa do Mundo da FIFA que se realiza atualmente nos Estados Unidos, Canadá e México.
Estádios sem ar-condicionado
Embora alguns estádios contem com teto e ar-condicionado (Atlanta, Dallas, Los Angeles), outros não, como o de Filadélfia, onde Paraguai e França se enfrentarão no sábado nas oitavas de final.
Antes disso, as seleções de Argentina e Cabo Verde poderão sentir os efeitos deste calor sofocante em Miami, onde o estádio tem um grande teto, mas carece de ar-condicionado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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