A ESA negocia com a NASA enviar um astronauta europeu à superfície lunar
O diretor-geral da ESA, Josef Aschbacher, afirmou na Feira Internacional de Aeronáutica e Espaço de Berlim, ILA, que essa possibilidade constitui agora "um desejo, uma ambição" para ele, enquanto que não estava ainda sobre a mesa no ano passado, quando se negociava a participação europeia em Artemis III, uma missão de teste descrita como "porta de entrada" para a Lua.
"Gostaria de ver que possamos ter astronautas europeus da ESA na superfície lunar", disse, embora ressalvasse que não podia antecipar a conclusão das conversas, que ainda estão em fase inicial, se bem que "vão por bom caminho".
O anúncio de que Parmitano participará em Artemis III é parte do processo de negociação, sinalizou Aschbacher.
"Os próximos voos interessantes seriam à superfície lunar e isto é exatamente o que estamos negociando agora com a NASA, poder obter voos à superfície lunar", acrescentou.
O diretor-geral da ESA manifestou a expectativa de ter "clareza" sobre este particular antes do final do ano.
Questionado sobre a contribuição europeia a Artemis III, Aschbacher destacou a importância do Módulo de Serviço Europeu (ESM) para a nave espacial Orion, que levará os astronautas de volta à Lua, e afirmou que estão em curso as negociações para fornecer os futuros módulos sete e oito.
Acrescentou que também há projetos que se desenvolvem há algum tempo, como a missão 'Argonauta', para transportar até 1,5 toneladas de carga à superfície lunar, e outros centrados nas atividades de navegação e comunicação em e ao redor da Lua.
Também se discutem projetos relacionados com satélites em órbita ao redor deste corpo celeste e se explora a possibilidade de uma missão para devolver carga à Terra desde a Lua.
Na coletiva de imprensa, Aschbacher recusou-se a assumir responsabilidade pelo fato criticado de que todos os participantes de Artemis III sejam homens e sinalizou que a seleção é efetuada pela NASA.
A ESA está comprometida com "promover a diversidade", garantiu, e na seleção de astronautas europeus de 2022, de 17, oito eram mulheres, o que supõe quase uma proporção de 50%, disse.
Além disso, questionado sobre o sentido da corrida da NASA para voltar a ser a primeira a colocar novamente uma pessoa sobre a superfície lunar, garantiu que a ESA não tem a ambição de ser parte desta competição, mas ao mesmo tempo explicou que regressar à Lua é apenas "a ponta do iceberg", mas "há muito mais por trás" em termos de desenvolvimento tecnológico.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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