Segunda, 27 de Julho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Economia

Tardáguila: "A recomposição do rebanho brasileiro e seu retorno à China fortalecerão o mercado no último trimestre"

27/07/2026 03:00 3 min lectura 12 visualizações

Mais além das turbulências comerciais que atravessa atualmente o mercado internacional, as perspectivas para a carne bovina continuam sendo positivas no médio prazo, apontou Rafael Tardáguila, diretor da Faxcarne, quem considerou que o último trimestre do ano marcará um cenário de maior firmeza para os preços, impulsionado pela recuperação da demanda e uma menor disponibilidade de carne nos principais países exportadores.

Durante uma entrevista com Valor Agro, o especialista explicou que as atuais pressões observadas em alguns mercados respondem a situações conjunturais, enquanto que os fundamentos do negócio seguem sendo sólidos.

"Se levantais um pouco o olhar e observais o médio prazo, o contexto é de firmeza e a expectativa é que o mercado internacional da carne bovina se mantenha sólido", afirmou.

Entre os principais fatores destacou os bons níveis de demanda que mantêm distintos países importadores e, ao mesmo tempo, uma redução progressiva da oferta global. Segundo explicou, Estados Unidos continua atravessando uma marcada queda na produção, Austrália começa a mostrar uma diminuição incipiente de sua oferta e, paralelamente, mercados como Japão e Coreia do Sul avançam em processos de recomposição de estoques.

A este cenário se soma uma mudança de ciclo dentro do Mercosul, especialmente no Brasil. Tardáguila sinalizou que o país vizinho começou uma etapa de recomposição de seu rebanho bovino, um processo que inevitavelmente reduzirá a oferta de animais para abate e, por consequência, a produção de carne.

"Brasil já entrou, ainda que de forma incipiente, em uma fase de recomposição de existências. Quando melhora o negócio da criação, diminui a oferta de fêmeas para abate e cai a produção de carne", explicou.

O analista ressaltou que esta realidade também se observa no Paraguai, onde os preços dos bezerros cresceram mais que os do gado gordo, incentivando aos produtores a reter matrizes e fortalecer o rebanho.

Neste contexto, Tardáguila considerou que a atual pressão comercial do Brasil será transitória. A partir de outubro, estimou, os frigoríficos brasileiros voltarão a concentrar-se em produzir para abastecer a cota de exportação para a China correspondente a 2027, reduzindo a competência que hoje exercem sobre mercados como Chile e Estados Unidos.

"A partir do último trimestre Brasil voltará a produzir intensamente para a China. Os exportadores competirão novamente por conseguir a maior parte da cota disponível", sustentou.

Além disso, esclareceu que o volume de carne que Brasil poderá redirecionara será menor ao que muitos projetam, precisamente porque a produção começará a descender.

"Não é correto pensar que Brasil terá centenas de milhares de toneladas adicionais para colocar em outros mercados."

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.