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Economia

A desaceleração do abate já alcança as principais regiões pecuárias do Brasil

19/06/2026 03:45 3 min lectura 172 visualizações
La desaceleración de la faena ya alcanza a las principales regiones ganaderas de Brasil

A indústria frigorífica brasileira começa a mostrar sinais mais claros de uma mudança de ciclo pecuário. Entre janeiro e maio de 2026, o abate de bovinos em frigoríficos com inspeção federal (SIF), responsáveis pela maior parte das exportações de carne bovina do país, totalizou 11,81 milhões de cabeças, o que representa uma queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Além da redução geral, os dados evidenciam uma expansão geográfica da desaceleração da oferta pecuária. De acordo com o informe, os estados analisados concentram 93,8% de todo o abate SIF do Brasil e mostram que a contração já alcança tanto o denominado arco amazônico quanto as principais regiões produtoras do Centro-Oeste e Sul do país.

No norte brasileiro, uma das zonas que liderou o crescimento pecuário nos últimos anos, registraram-se quedas interanuais de 4,1% no Pará, 6,3% em Rondônia e 1,4% em Tocantins. De acordo com a análise, esses números refletem o avanço de uma fase mais contracionista do ciclo pecuário, caracterizada por uma menor disponibilidade de animais para abate e uma redução no envio de fêmeas ao frigorífico.

O fenômeno também se observa no Centro-Oeste, principal região pecuária do Brasil. Goiás reduziu sua atividade em 4,6% e Mato Grosso do Sul em 5,0%, enquanto Mato Grosso se manteve como uma das exceções, com um crescimento de 1,4% frente ao mesmo período de 2025.

O comportamento de Mato Grosso adquire especial relevância por se tratar do maior estado pecuário brasileiro e um dos principais fornecedores de matéria-prima para a indústria exportadora. Junto com São Paulo, foi um dos poucos estados que conseguiu expandir a atividade frigorífica no período analisado.

A região Sul apresentou o sinal mais uniforme de contração. O abate caiu 8,3% no Paraná, 9,9% em Santa Catarina e 9,0% no Rio Grande do Sul, configurando os maiores retrocessos percentuais entre as principais regiões produtoras do país.

Ao contrário, São Paulo registrou um aumento interanual de 4,8% no abate SIF, consolidando-se como o estado com maior crescimento entre os grandes polos pecuários brasileiros.

Em termos absolutos, as maiores contribuições para a queda nacional provieram de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará, que em conjunto reduziram sua atividade em mais de 270 mil cabeças em relação a janeiro-maio de 2025. Parte dessa diminuição foi compensada pelo crescimento registrado em São Paulo e Mato Grosso, que agregaram cerca de 92 mil cabeças adicionais.

Para o mercado regional, a evolução do Brasil é acompanhada de perto devido ao seu peso no comércio internacional de carne bovina. Os dados sugerem que a desaceleração da oferta já não se limita a regiões pontuais, mas que começa a se estender sobre boa parte das principais zonas pecuárias do país, reforçando os sinais de uma transição para uma fase de menor disponibilidade de animais.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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