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A busca por novos elementos químicos e o futuro da tabela periódica

14/05/2026 10:45 3 min lectura 0 visualizações
La búsqueda de nuevos elementos químicos y el futuro de la tabla periódica

Uma década sem novos elementos

A última incorporação de elementos à tabela periódica ocorreu em 2016, quando foram acrescentados os elementos 113, 115, 117 e 118. Nesse mesmo ano, a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), organismo internacional encarregado de supervisionar este instrumento científico, realizou um feito histórico ao nomear um elemento em honra a um físico vivo: Yuri Oganessian, que dirigiu a equipe russo-estadunidense que descobriu o elemento 118 em 2002.

O oganésio, como é denominado atualmente o elemento 118, apresentou desafios únicos em sua confirmação devido à sua alta radioatividade, o que limitou a criação de apenas alguns átomos do mesmo.

A estrutura e evolução da tabela periódica

A tabela periódica funciona como um mapa organizado de elementos químicos, cada um representado por símbolos específicos. Um elemento se define como uma substância pura composta por um único tipo de átomo.

Os átomos, componentes fundamentais da matéria, estão estruturados por um núcleo que contém prótons e nêutrons, circundado de elétrons. No conjunto, todos os elementos da tabela periódica conformam a matéria conhecida no universo.

No início do século XIX, muitos elementos já haviam sido descobertos, mas careciam de organização sistemática. O químico britânico John Newlands foi pioneiro ao ordenar os elementos por peso atômico, observando que cada oitavo elemento apresentava propriedades similares.

O legado de Mendeléyev

Dmitri Mendeléyev, reconhecido como o pai da tabela periódica moderna, desenvolveu em 1869 um esquema revolucionário baseado na lei periódica. Sua inovação consistiu em deixar espaços para elementos ainda não descobertos, o que conferiu validade científica ao seu trabalho quando posteriormente tais elementos foram encontrados.

Atualmente, os elementos se organizam segundo seu número atômico, isto é, a quantidade de prótons no núcleo. O hidrogênio, com um próton, ocupa o primeiro lugar, enquanto o oganésio, com 118 prótons, encabeça a sétima linha.

Padrões e aplicações práticas

Os elementos localizados na mesma coluna da tabela periódica compartilham propriedades químicas similares, incluindo padrões em características físicas como o ponto de fusão. Esta organização permite aos cientistas predizer o comportamento dos elementos.

As aplicações práticas são extensas: os engenheiros utilizam a tabela periódica para selecionar materiais adequados no design de estruturas como pontes e aeronaves, otimizando resistência e durabilidade.

O processo de verificação e certificação

Quando um cientista identifica um novo elemento, a IUPAC inicia um rigoroso processo de verificação que pode estender-se durante anos. Somente após confirmar sua existência, o elemento recebe seu lugar oficial na tabela periódica.

A busca dos elementos 119 e 120 continua sendo um objetivo central para a comunidade científica internacional, embora persistam questionamentos sobre se a tabela periódica alcançará sua completitude definitiva ou se existem limites físicos inerentes à sua expansão.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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