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Política

A 3 anos de governo de Peña, aumenta a dívida social, afirmam

10/08/2026 07:45 4 min lectura 18 visualizações

Este sábado, 15 de agosto, completam-se três anos do governo do presidente da República, Santiago Peña. Sob a ótica de vários congressistas, houve avanços e retrocessos.

Críticos afirmam que o governo não soube satisfazer as necessidades básicas em saúde e educação, nem gerou as condições para maior emprego das pessoas, e que os salários desabam, ocasionando um exílio forçado por falta de oportunidades aos compatriotas.

Em contrapartida, para o oficialismo, Peña teve muitos acertos e o campo social experimentou um grande impulso com ele, segundo sustentam.

Para a oposição, as promessas de campanha do governo não foram cumpridas em medida alguma e é o setor mais vulnerável do tecido social o que recebe o maior golpe diante da falta de respostas.

"Sustentamos que este governo aumentou a desigualdade entre os paraguaios. Os cidadãos comuns sobrevivemos em um país sem oportunidades laborais, vendo-nos forçados a exportar nosso talento ao exterior. A gravidade desta situação fica refletida em que as remessas enviadas pelos paraguaios no exílio laboral constituem hoje uma das principais entradas de divisas, com cifras que rivalizam com as da exportação de carne", indicou o deputado liberal Adrián Billy Vaesken.

Sustentou que a classe mais empobrecida, diante da inflação galopante, deixou de ter acesso inclusive a alimentos básicos como a carne. O mau serviço de transporte e a saúde também não ajudam, indicou.

"A proteína vermelha, insígnia de nossa produção, tornou-se incomparável para a maioria durante este período constitucional. Em lugar de cumprir sua promessa de 'mais dinheiro nos bolsos!', o governo de Cartes-Peña parece ter lançado mão do poder unicamente para aumentar suas próprias fortunas, deixando a cidadania à sorte, com um mau serviço de transporte e com um sistema de saúde pública sem insumos", sustentou.

Desordem econômica. Para o deputado colorado dissidente Mauricio Espínola, o governo perdeu o discurso, vista que, por um lado, Peña sempre se vangloria dos números macroeconômicos, mas agora resulta que desde o próprio exterior explodiu a notícia de que o Paraguai não cumpre suas obrigações.

"A economia pode mostrar bons números. Mas o Estado está funcionando mal. Isso não o digo eu; surge de um relatório técnico que adverte de problemas administrativos, atrasos no registro de obrigações, incumprimentos do cronograma de convergência fiscal e a necessidade de fortalecer o controle do gasto público. O que significa isso em castelhano? Que a casa está desordenada. Que se gastou sem suficiente planejamento", disse.

Além disso, lamentou que a gente comum não desfruta do suposto bem-estar econômico que diz o governo, o qual nunca se deu e continua adiado em infraestrutura, em saúde e em educação.

"Enquanto o governo festeja indicadores macroeconômicos, o paraguaio se pergunta outra coisa: 'Por que não alcança o dinheiro? Por que faltam medicamentos? Por que as escolas continuam caindo?' ", denunciou Espínola.

Saúde. Desde o oficialismo sustentam que as ações do governo se tocam concretamente na sociedade, através de múltiplos programas.

Neste sentido, o deputado Arturo Urbieta expressou na Câmara a importância das últimas gestões do governo em saúde e, em particular, em favor do Instituto de Previdência Social (IPS).

"Pareça-me acertada a gestão de governo em Saúde, e ainda mais acertado de parte do presidente Santiago Peña, o designar à frente da previdencial ao doutor Isaías Fretes", referiu.

Sustentou que quem pede resultados rápidos não se compadece do fato de que a nova cabeça da previdencial apenas leva meses à frente.

Em mais de uma ocasião, Urbieta valorizou a aposta governamental no Hospital Geral de Concepción, departamento ao qual representa.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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