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Esportes

49 anos sem Arsenio Erico, o maior de todos os tempos

23/07/2026 19:45 3 min lectura 5 visualizações

O calendário marca um novo 23 de julho e, como ocorre a cada ano, o futebol paraguaio volta a se deter para recordar sua máxima lenda. Nesta data, mas de 1977, falecia Arsenio Erico aos 62 anos, deixando um legado que o tempo não fez senão engrandecer. Quase meio século após sua partida, seu nome continua sendo sinônimo de excelência, talento e orgulho nacional.

Dono de uma capacidade goleadora extraordinária e de uma elegância poucas vezes vista dentro da área, Erico brilhou com luz própria como um dos futebolistas sul-americanos mais sobressalentes de sua época. Sua etapa no Independiente de Avellaneda, entre as décadas de 1930 e 1940, o converteu em um ídolo eterno do clube argentino e em uma referência obrigatória para gerações de atacantes.

Considerado pela FIFA como o melhor futebolista paraguaio de todos os tempos, seus restos foram repatriados em 25 de fevereiro de 2010 para descansar no Mausoléu da Associação Paraguaia de Futebol (APF), um reconhecimento a quem levou o nome do país ao seu pico quando o futebol sul-americano começava a conquistar o mundo.

Sua genialidade ficou refletida não apenas nos gols, mas também nos inúmeros apelidos que despertou seu talento. Chamavam-no O Saltador Vermelho, O Homem de Borracha, O Paraguaio de Ouro, O Homem de Vime, O Mago, O Aviador, O Duende Vermelho, O Diabo Saltador, O Rei do Gol, Mister Gol, O Homem de Plástico, O Virtuoso e até O Semideus.

Arsenio Pastor Erico Martínez nasceu em 30 de março de 1915 em Assunção. Filho do italiano Guillermo Erico Paciello e da villarriqueña Margarita Martínez, cresceu junto a seus irmãos Armando, Adolfo, Darío e Selva. Cursou seus estudos na Escola General Díaz e no Colégio Natalício de María Talavera, enquanto dava seus primeiros passos com uma bola, sem imaginar que terminaria convertendo-se na maior referência do futebol paraguaio.

Sua história começou a escrever-se em 1926 com o time Los Azules do Salesianito e, apenas quatro anos depois, com apenas 15 anos, debutou no Club Nacional da Primeira Divisão. Aquele adolescente de movimentos distintos estava destinado a mudar para sempre a história do esporte paraguaio.

Entre as muitas marcas que deixou como goleador figuram seus seis gols marcados em uma única tarde, em 1935, contra Quilmes; os 47 gols em 34 partidas marcados em 1937 - quantidade até hoje não superada por nenhum jogador profissional da Argentina -; os 293 gols convertidos para um único time, o Independiente de Avellaneda, com o qual se consagrou goleador absoluto, consecutivamente nos anos 1937, 1938 e 1939 com 47, 43 e 40 gols.

O legado de Arsenio Erico vai muito além dos recordes. Representou o talento, a humildade e o patriotismo de um país inteiro.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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