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Zverev sofre para romper seu malefício e se consagra em Roland Garros

07/06/2026 23:01 3 min lectura 5 visualizações
Zverev sufre para romper su maleficio y se consagra en Roland Garros

A quarta foi a vencida para o alemão Alexander Zverev, que aos seus 29 anos somou seu primeiro título de Grand Slam após firmar uma vitória trabalhada na final de Roland Garros contra o italiano Flavio Cobolli, 6-1, 4-6, 6-4, 6-7(5) e 6-1.

Quatro horas e 16 minutos teve que batalhar o número 3 do mundo para conseguir o que dois anos atrás se lhe escapou em Paris, em 2020 no Aberto dos Estados Unidos e no ano passado no da Austrália, e se converter no primeiro alemão que vence Roland Garros desde a era aberta.

Os dois tenistas, muito amigos fora das pistas, se abraçaram ao término do duelo, depois que o alemão se desabou na terra batida para celebrar seu primeiro título de Grand Slam.

Um ano após o monumento ao tênis que assinaram Sinner e Alcaraz, a final de 2026 não passará para a história por sua qualidade, mas sim pela intensidade e luta dos contendores, que multiplicaram os erros, mas deixaram tudo na pista.

Se o alemão demonstrou mais sinais de domínio, o italiano se aferrou até o último alento à final e apenas no quinto set pareceu deixar entrever a diferença entre ambos que indica o ranking.

O italiano cometeu 65 erros não forçados por 54 do germano, falhas grosseiras nos momentos-chave e a incapacidade de nenhum dos dois para impor seu tênis desembocaram em uma final emocionante, que caiu do lado de Zverev, que partia com mais experiência.

Nesse momento o alemão se mostrou superior ao italiano, que até agora não havia superado as quartas de final de um Grand Slam, que tardou em entrar em ação se aferrou ao duelo e após remontar duas vezes forçou um quinto set no qual sua capacidade de resistência já não foi suficiente.

A regularidade do alemão nos últimos sets acabou por obter sua recompensa em uma edição marcada pela ausência do espanhol Carlos Alcaraz, vencedor dos dois últimos Roland Garros e lesionado, e a eliminação do número 1 do mundo, o italiano Jannik Sinner e do sérvio Novak Djokovic, que buscava o 25º título de Grand Slam.

Desde bem cedo, o número 3 do ranking se viu investido com o traje de favorito e a pressão que isso acarreta, que se converteu em seu principal rival.

Zverev soube suportá-la até a final, onde por momentos ameaçou com agarrá-lo, mas que se a livrou para romper um malefício que parecia endêmico.

O de Hamburgo conseguiu o título número 25 de sua carreira, na qual também figuram sete Masters 1.000, mas nenhum como o que conseguiu em Paris, que o coloca em um degrau superior da história.

É o primeiro troféu que levanta esta temporada, na qual conseguiu 35 triunfos, 20 deles sobre terra batida, mas na qual havia demonstrado uma incapacidade de superar os melhores do mundo.

De fato, as quatro derrotas que este ano teve em saibro foram contra tenistas italianos, uma espinha que se tirou diante de Cobolli, ao qual já havia derrotado no torneio passado de Madrid.

O italiano, que ocupou o lugar na final que no ano passado teve Sinner, fracassou em sua tentativa de levantar o troféu em Paris 50 anos depois que o fizesse Adriano Panatta, que foi o encarregado de entregar o troféu. EFE

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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