Zverev conquista o Aberto dos Estados Unidos e fecha uma ferida de seis anos
Vitória em Nova York após seis anos de espera
Vitória em Nova York após seis anos de espera
O tenista alemão Alexander Zverev se proclamou campeão do Aberto dos Estados Unidos este domingo ao derrotar o estadounidense Ben Shelton por 6-3, 7-6(2), 5-7 e 6-2. A vitória representa o fechamento de uma ferida aberta seis anos atrás, quando Zverev perdeu a final de 2020 ante o austríaco Dominic Thiem.
Zverev, que atualmente ocupa o segundo lugar no ranking mundial, precisou de 3 horas e 33 minutos para conquistar o título. Shelton, que disputava sua primeira final em um torneio de Grand Slam, sobe para o quarto lugar do ranking ATP, sua melhor posição histórica, atrás de Carlos Alcaraz.
Um ano memorável para Zverev
Com a conquista em Nova York, Zverev completa um 2026 excepcional que também incluiu a vitória em Roland Garros. Esta é sua quarta final disputada em um torneio de Grand Slam. Segundo o próprio alemão, a ferida deixada pela final perdida em 2020 levou mais de cinco anos para cicatrizar, até que conseguiu conquistar Roland Garros neste 2026.
Liderança na corrida pelas Finais da ATP
Com seu triunfo em Nova York, Zverev se posiciona como o melhor jogador de 2026, superando em pontos Jannik Sinner na corrida rumo às Finais da ATP de Turim. No ranking geral, Zverev acumula 11.500 pontos, ficando a 1.810 pontos de Sinner, enquanto Carlos Alcaraz conta com 5.560 pontos.
Referência de sua geração
Zverev se torna o jogador nascido nos anos 1990 com maior quantidade de títulos de Grand Slam em seu palmarés. A geração dos noventa ficou historicamente eclipsada pela longevidade do Big Three — Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer — e pela precocidade de Alcaraz e Sinner. Apenas o austríaco Dominic Thiem e o russo Daniil Medvedev, ambos com um título cada um conquistados em Nova York, são outros jogadores dessa década que contam com títulos de Grand Slam.
Desenvolvimento da partida
A pressão inicial afetou Shelton desde o começo do encontro. O estadounidense se viu em desvantagem desde o primeiro game, cedendo com um duplo falta. Um segundo duplo falta permitiu a Zverev conquistar o primeiro set.
O tenista alemão manteve um alto percentual de pontos ganhos com o primeiro saque, superando 90 por cento, e empregou táticas como longas pausas entre pontos para quebrar o ritmo do rival. Esta estratégia já havia sido alertada por Karen Khachanov, que enfrentou Shelton nas semifinais.
No segundo set, ambos os jogadores mantiveram seus saques, levando a parcialidade ao desempate. Zverev se adiantou 5-0 no tie-break após conseguir dois mini breaks e venceu o set na primeira de quatro bolas.
Shelton conseguiu quebrar a defesa de Zverev no terceiro set, chegando a colocar três bolas de set para o 7-5. Porém, salvou uma e perdeu a parcialidade. O alemão respondeu imediatamente com um break no primeiro game do quarto set, garantindo a vitória com um segundo break no sétimo game para o 5-2 definitivo.
Carreira histórica de Shelton
Apesar da derrota, Shelton teve um desempenho destacável no torneio. Chegava à final com um saldo negativo de 0-5 contra Zverev, mas dias antes havia derrotado Carlos Alcaraz nas quartas de final, sua primeira vitória ante um jogador do Top 3 em dezessete confrontos anteriores. Com esta final, Shelton ingressa na elite do tênis mundial e estabelece novas marcas em sua carreira.
Vale mencionar que Nova York esteve sem campeão estadounidense em homens desde Andy Roddick em 2003. O último tenista estadounidense a disputar a final foi Taylor Fritz em 2024, que caiu ante Jannik Sinner.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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