Voltam a surgir crateras mortais sobre a rota PY08
Obras de recapeamento não iniciam há quatro meses e buracos reaparece, gerando risco constante
A quase quatro meses do anúncio de obras, os trabalhos de recapeamento não se iniciam e os buracos reaparecem, gerando perigo constante para condutores e transportistas.
A rota PY08 Blas Garay volta a apresentar um estado alarmante, convertendo-se novamente em um serio risco para quem transita por este importante corredor viário. Apesar de que há quase quatro meses se anunciou o início dos trabalhos de recapeamento, até o momento não se observam avanços concretos na execução da obra.
A empresa Talavera y Ortellado Construcciones SA (TOCSA), responsável do projeto que abarca aproximadamente 151 quilômetros, havia realizado em seu momento um reparo provisório nos trechos mais deteriorados. No entanto, tais reparações foram insuficientes e com o passar do tempo os poços voltaram a aparecer, muitos deles de grande tamanho.
Atualmente, a situação se agrava em setores como nos distritos de Liberación e Santa Rosa del Aguaray, onde inclusive as margens desapareceram, deixando aos condutores sem margem de manobra. Os buracos, que inicialmente foram cobertos de forma rápida, hoje se convertem novamente em verdadeiras armadilhas, especialmente perigosas para motociclistas e veículos de menor porte.
Transportistas e condutores particulares começaram novamente a manifestar sua preocupação e ira ante a falta de respostas.
Nas últimas semanas se registraram novos acidentes neste trecho, o que incrementa a tensão e os reclamos frente às autoridades e à empresa encarregada.
De acordo com versões de trabalhadores, o reparo realizado era apenas uma solução temporária enquanto se deslocavam as máquinas para iniciar o recapeamento. Não obstante, após essas primeiras intervenções, os equipamentos desapareceram da zona e até agora não existe informação oficial sobre o início efetivo das obras.
O prazo de execução do projeto é de 24 meses, mas a falta de movimento gera incerteza e questionamentos sobre o cumprimento do contrato. Enquanto isso, a rota continua deteriorando-se e se mantém como um perigo constante para centenas de usuários que a utilizam diariamente.
PERIGO LATENTE. Condutores que utilizam uma das rotas mais transitadas do interior do país, chave por conectar várias cidades do norte, expressaram sua preocupação ante o progressivo deterioro do caminho.
Fernando Basualdo, condutor de um caminhão transportador, alertou sobre o risco que representa atualmente o estado da via, especialmente em horas noturnas.
"Novamente é um perigo tremendo, principalmente..."
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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