Vídeo: Com visível irritação, Macron interrompe cúpula franco-africana para pedir silêncio ao público barulhento
Sentado na primeira fileira de um auditório da Universidade de Nairóbi, Macron, visivelmente irritado pelo ruído constante do público durante o ato, levantou-se de surpresa para dirigir-se à audiência.
"Deixem-me restabelecer a ordem", advertiu a uma oradora antes de tomar o microfone.
"Peço desculpas a todos. Ei, ei, ei! Desculpem, pessoal, mas é impossível falar de cultura e que pessoas supostamente tão inspiradas venham aqui dar um discurso com tanto ruído. Isto é uma falta total de respeito", gritou Macron ao público.
"Sugiro que, se desejam conversar sobre outros temas, utilizem as salas compartilhadas ou saiam para o exterior. Se preferem ficar aqui, escutemos as pessoas e continuemos no mesmo jogo, está bem? Obrigado", acrescentou o presidente, entre aplausos do público.
O incidente ocorreu durante uma conferência cultural no primeiro dia da Cúpula África Adiante, dominada por um fórum de negócios, embora também tenha havido atos ligados ao esporte, à restituição de patrimônio cultural africano e encontros com estudantes.
Macron e seu homólogo do Quênia, William Ruto, copresídem a cúpula, a primeira entre o país europeu e o continente africano que abriga um país anglófono desde que este tipo de reunião foi inaugurado em 1973.
Na terça-feira, Macron e Ruto encabeçarão o último dia: uma sessão política e institucional com cerca de trinta chefes de Estado e Governo africanos, que abordará assuntos como paz e segurança, reforma da arquitetura financeira internacional, transição energética e tecnologia digital e inteligência artificial.
Após perder influência em suas antigas colônias africanas, a França busca na cúpula de Nairóbi novas alianças estratégicas com a África, para além de sua tradicional esfera de influência francófona.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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