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Paraguai

Viceministro Bejarano defende reforma energética e descarta privatização da ANDE

09/09/2026 11:01 4 min lectura 246 visualizações

Defesa da reforma energética

O viceministro Mauricio Bejarano defendeu a reforma do setor elétrico nacional, que propõe separar os papéis de reitoria, regulação e operação, com o objetivo de atrair capital privado e enfrentar o iminente déficit energético. Frente às críticas expressadas por diversos sindicatos da Administração Nacional de Electricidade (ANDE), o Governo esclareceu que não existe intenção alguma de desmantelar ou privatizar a entidade estatal.

Durante sua intervenção no programa de streaming Letras Chicas, veiculado pelas redes sociais de ÚH, Mauricio Bejarano, viceministro de Minas e Energia, foi categórico ao assinalar que as propostas normativas impulsionadas desde o Poder Executivo apontam para reordenar o ecossistema institucional para reforçar a instituição, mantendo intacta sua capacidade operativa.

"Nós não queremos tirar da ANDE suas atribuições ou diminuir suas capacidades como eles mencionam... Pretendemos o fortalecimento da Administração Nacional de Electricidade"

Iniciativas apresentadas à Mesa Energética

O funcionário ressaltou a importância das iniciativas apresentadas à Mesa Energética Nacional, com especial ênfase no projeto de lei que contempla a criação do Ministério de Energias, Minas e Hidrocarbonetos e da Entidade Reguladora do setor. Segundo Bejarano, essas reformas estabelecerão as bases técnicas e normativas necessárias para facilitar a chegada de capital destinado a fortalecer a infraestrutura de geração e transmissão energética.

O viceministro sublinhou que a proposta do Executivo tem como propósito modernizar o marco normativo da política energética do país para acompanhar o crescimento da demanda e atrair investimentos, sem afetar a operatividade técnica nem financeira da empresa pública. Enfatizou, além disso, que o projeto permanece aberto ao debate e intercâmbio de sugestões dentro da Mesa de Energia para lograr consenso com todas as partes envolvidas.

Hierarquia institucional do setor

Bejarano assinacou que a política energética do país requer uma maior hierarquia e força real, dado que atualmente se limita a uma estrutura de viceministério. Os projetos em análise contemplam que a reitoria do setor fique sob a órbita de um ministério próprio ou mediante uma integração reforçada ao Ministério da Indústria e Comércio (MIC). A regulação, por sua vez, passará às mãos de um organismo independente, permitindo que a ANDE se dedique exclusivamente a operar o sistema elétrico com maior eficiência.

Para o viceministro, o aspecto central da reforma proposta pelo Executivo consiste em delimitar com precisão três papéis fundamentais: reitoria, regulação e operação.

Necessidade de investimento no setor

Conforme às explicações da autoridade, o país necessita com urgência de um ente regulador independente frente ao próximo esgotamento de seu excedente energético. A ANDE enfrenta uma necessidade premente de investimento projetada em USD 15.000 milhões para expandir e modernizar suas redes, capacidade financeira que o Estado não pode assumir em sua totalidade.

Por esta razão, a participação do capital privado em geração e transmissão resulta fundamental. Não obstante, os investimentos requerem um ambiente de regras claras e um regulador imparcial, condições que segundo Bejarano são incompatíveis com o esquema atual onde a ANDE atua simultaneamente como operadora e reguladora.

O viceministro foi explícito ao assinalar que o orçamento público do Estado e os recursos próprios da ANDE não alcançam para sustentar o ritmo de investimento que exige o crescimento do consumo. Para suprir a falta de fundos públicos, destacou a necessidade de alianças público-privadas e investimentos do setor privado, especialmente na produção de energias renováveis.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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