Vereadores discutirão amanhã o questionado balanço de Nenecho e Luis Bello
A sessão anterior da Junta Municipal de Asunção foi interrompida em pleno tratamento dos documentos da prestação financeira de 2025, que inclui o balanço municipal e os relatórios da execução orçamentária, entre outros.
Conforme o parecer discutido na quarta-feira, a Comissão de Hacienda recomendava aprovar o balanço que compreende os períodos de Óscar Nenecho Rodríguez e também de Luis Bello.
Houve forte oposição por parte dos vereadores Álvaro Grau (PPQ) e Humberto Blasco (PLRA) à aprovação dos documentos, tendo em vista que apresentam números irregulares e expõem mais uma vez a sobrecarga de dívidas do Município, o alto pagamento de salários e o ínfimo investimento em obras de infraestrutura para a cidade.
Os vereadores também manifestaram que o balanço nem sequer conta com a assinatura de um auditor. Grau assegurou que aprovar o balanço seria aprovar a Nenecho e o colapso financeiro que sua administração provocou à Municipalidade. Blasco, por sua vez, relembrou o desvio de G. 512.000 milhões operado por Nenecho e sua administração, conforme dados do relatório da intervenção.
"Não se pode sustentar que não tenhamos nós responsabilidade na utilização desses fundos em gastos indevidos e uma vez utilizados, aprovamos a utilização que nós mesmos proibimos. Os que serão reeleitos têm a oportunidade de se reconciliarem com a cidadania, rejeitando esse caos", assegurou o vereador.
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O parecer de aprovação incluiu ainda uma recomendação para solicitar um novo empréstimo, desta vez de caráter internacional. Isto apesar da enorme carga financeira que pesa sobre o Município.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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