Criança desfalece e morre durante recreio em San Pedro: o que revelou a autópsia?
Menino de 6 anos faleceu por asfixia por broncoaspiração na Escola Nacional San Juan Bautista
Um fato lamentável comoveu a comunidade educativa da Escola Nacional San Juan Bautista Nº 4808, localizada na companhia Alemán Cué, distrito de Yrybucuá, San Pedro, na última quarta-feira, quando uma criança de apenas 6 anos desfaleceu durante o horário de recreio.
Segundo informou o correspondente de Última Hora Carlos Aquino, o pequeno aluno foi socorrido por docentes e transportado com urgência até o Hospital do Instituto de Previsão Social (IPS) de San Estanislao. A vítima foi identificada como Lucas Cabrera Colmán, domiciliado no bairro Palomita de Yrybucuá.
Os docentes Anastacio Acuña Ojeda e Néstor Raúl Gaona Gauto socorreram o menino naquele momento e buscaram assistência médica. Uma vez que chegaram ao hospital, foram informados de que a criança estava sem sinais vitais.
O fato ocorreu na quarta-feira e, após os resultados preliminares da autópsia realizada no dia seguinte, o promotor Carlomagno Alvarenga assegurou nesta sexta-feira, em conversa com NPY, que o Ministério Público, no momento, descarta qualquer tipo de violência. Confirmou que o menino faleceu por asfixia provocada por broncoaspiração.
O responsável pela investigação explicou que diante do resultado preliminar "não há algum fato punível propriamente para referir como causa de morte".
Acrescentou que em certos casos, embora não haja indícios de violência, pode existir responsabilidade em mortes de crianças e citou como exemplo a omissão por parte dos responsáveis pela guarda ou pela educação. Mas assegurou que, neste caso, "de imediato, não se encontrou nada disso".
"É o que detectou a médica forense e o patologista. Encontraram restos de alimentos nas vias respiratórias e inclusive no pulmão. E o que o patologista estava nos explicando é que aparentemente a criança comeu uma grande quantidade de comida e depois foi para a escola. Deve ter se agitado, deve ter corrido, brincado, alguma coisa... e ele teve como se fosse que ia vomitar (ânsia), mas em vez de expulsar o vômito, isso foi para a via respiratória e lhe produziu uma asfixia", detalhou.
Também foi descartado o que inicialmente era uma hipótese relacionada com alguma afecção cardíaca, já que a vítima tem um irmão mais velho que sofre dessa doença e a Promotoria considerava como possibilidade que pudesse se manifestar na criança falecida, mas a autópsia revelou que ele tinha um coração saudável, segundo Alvarenga.
O promotor assegurou, entretanto, que a investigação ainda não se encerra e que aguardarão o relatório definitivo da autópsia, que será finalizado entre 30 e 45 dias, aproximadamente.
"Isso nos dá tempo para fazer entrevistas com as crianças, companheiros, para que nos expliquem como foi e o que estava fazendo e demais. Porque o que temos são as declarações do professor e do diretor", explicou.
Segundo o professor que o encontrou, não passaram dois minutos desde que saíram para o recreio; ele permaneceu naquele momento na sala de aula e, quando sai, "o encontra deitado no chão e os coleguinhas ao redor olhando para ele", detalhou o agente promotor.
As investigações continuarão na próxima semana, já que a escola declarou três dias de luto pela morte da criança. Está previsto realizar um trabalho de acolhimento com a psicóloga do Ministério Público e entrevistas que possam esclarecer melhor como se deu a asfixia.
Até agora, lidam com o relato da mãe que informou que a criança almoçou entre 11h30 e 12h00 do dia em que ocorreu o falecimento, que comeu uma grande quantidade de comida, que entrou na escola às 13h00 e às 14h30 saíram para o recreio, onde ocorreu o desfecho trágico.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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