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Esportes

Uma história de 48 anos entre La Paz 78 e Rosario 2026

10/09/2026 17:00 3 min lectura 184 visualizações

O 27 de março desse ano, pouco menos de quatro meses antes dos jogos da vigésima primeira olimpíada que se celebrariam na cidade canadense de Montreal, foi fundada em La Paz a Organização Desportiva Sulamericana (Odesur) por uma iniciativa conjunta dos governos da Bolívia e da Argentina para promover o esporte na região andina e no Cone Sul da região.

Durante essa mesma primeira assembleia da Odesur decidiu-se que a cidade paceña fosse a sede dos primeiros Jogos Desportivos Cruz do Sul de 3 a 12 de novembro de 1978, umas competições nas quais participaram oito países da região com 480 desportistas em 16 disciplinas, e que venceu a Argentina com 189 medalhas (91 de ouro, 53 de prata e 45 de bronze).

Quatro anos depois, a chama do sul brilhou em Rosario (sede dos jogos que começarão dentro de dois dias), onde os locais, com uma colheita de 272 metais (114 de ouro, 92 de prata e 66 de bronze), voltaram a estar no topo do evento ao qual assistiram 961 desportistas de dez delegações para competir em 19 categorias, e que se realizou entre 26 de novembro e 5 de dezembro.

Para a terceira edição dos jogos organizados pela Odesur, que transcorreram em Santiago do Chile de 29 de novembro a 7 de dezembro de 1986, apresentou-se uma mudança bastante importante: o nome.

Com o fim de internacionalizar a denominação do evento e alinhar a terminologia com a do resto das competições continentais do circuito olímpico (como os Jogos Pan-americanos organizados então pela Odepa, hoje Panam Sports), a Odesur decidiu rebatizá-los como Jogos Sulamericanos, como são conhecidos até hoje.

Mas a capital chilena não havia sido em princípio a escolhida para organizar os jogos, pois tinha-se votado pelas cidades equatorianas de Quito e Guayaquil, mas estas desistiram, assim como Montevidéu.

Foi em março desse ano que o presidente do Comitê Olímpico do Chile, Juan Carlos Esguep, confirmou que seu país tinha a intenção de fazer os jogos com uma ajuda bastante importante do setor privado.

Quanto ao esportivo, a Argentina seguiu mantendo a hegemonia na medalha com 169 presas (80 de ouro, 44 de prata e 45 de bronze), em uns jogos nos quais fizeram presença 969 desportistas para se medirem em 17 disciplinas.

Lima 1990, Valência (Venezuela) 1994 e Cuenca (Equador) 1998 também viram os argentinos terminarem ficando com as máximas honras sulamericanas, mas a edição de 2002 no Brasil viu como os brasileiros lhes arrancaram essa honra.

Com 333 medalhas (148 de ouro, 95 de prata e 90 de bronze), os locais ganharam uns jogos que congregaram 2.069 desportistas em 24 esportes, mas que inicialmente não se iam a realizar no Brasil.

Essa honra ia corresponder à cidade argentina de Córdoba, mas a crise desatada após o colapso do sistema financeiro do país austral desde dezembro de 2001 no conhecido Corralito obrigou à declinação, pelo que a Odesur designou como sede a Bogotá.

Logo em seguida, os comitês olímpicos da Bolívia, Paraguai, Uruguai e Venezuela protestaram diante da situação de violência que vivia a Colômbia por esse então, pelo que se decidiu trasladar os jogos para Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Belém.

Os argentinos voltariam a ganhar os jogos na edição de 2006 em Buenos Aires, mas desde 2010 a Colômbia e o Brasil têm se alternado nesse máximo lugar: os cafeteiros dominaram em Medellín 2010 e Cochabamba (Bolívia) 2018, enquanto que os brasileiros o fizeram em Santiago 2014 e Assunção 2022. EFE

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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