"Um soldado não pode falecer dentro do quartel", diz ministro de Defesa
Óscar González, ministro de Defesa Nacional, explicou nesta quarta-feira a NPY que o jovem soldado recruta Gustavo Javier Martínez González, de 19 anos, foi golpeado ao cair de um caminhão no qual estava realizando algumas tarefas de manutenção.
"Não é que tenha passado sobre ele, mas o golpeou com força suficiente para lhe ocasionar a morte", expressou.
Manifestou que ainda são incertos os detalhes precisos. Segundo sua versão, o caminhão estava estacionado em um lugar e ao se mover presumivelmente é que o soldado caiu e uma das rodas do caminhão de grande porte o atingiu, mas não precisou se foi a dianteira ou a traseira.
"Não é que a roda tenha passado por cima dele, mas sim o atingiu com força suficiente na parte da cabeça", acrescentou.
Leia mais: Jovem soldado falece em confuso acidente dentro do Quartel General
González disse que o veículo tinha condutor e acompanhante.
No caso interveio a própria Justiça Militar. O presidente da Corte de Justiça Militar se comunicou com ele e lhe disse que queria dar participação à unidade fiscal do bairro para que isto se esclareça bem e que não haja nenhuma dúvida de que os militares não estejam encobrindo o ocorrido.
"Nos corresponde dar toda a transparência, que se esclareça totalmente, e que se há responsável ou culpável seja castigado severamente. São situações que há que tomá-las com muita seriedade, com muita responsabilidade e com muito rigor. Um soldado não pode, não deve falecer dentro do quartel", expressou.
Por sua parte, o general do Exército Manuel Rodríguez manifestou que "se está atuando conforme a direito" e que não pode dar uma opinião do estado do veículo; não obstante, esclareceu que o automóvel teve muitos percursos no dia.
Comentou que o pessoal que presta o serviço militar obrigatório (SMO) não somente faz parte do quadro, mas que é considerado um filho.
"Eu sinto como se fosse meu filho, é um companheiro de serviço, companheiro de labor, companheiro de tarefas", expressou.
Afirmou que após o ocorrido imediatamente se ativou o protocolo. Disse que chamou o comandante da Força Aérea para pedir um helicóptero, como parte do protocolo, mas a ambulância já havia saído do lugar e levou o soldado até o Hospital Militar aonde já chegou sem sinais de vida.
"Buscamos a transparência, demos intervenção à Justiça Militar e ao Ministério Público para poder transparentar tudo o ocorrido, que se faça tudo conforme a direito e encontrar o que é que ocorreu nesse lamentável sucesso", acrescentou.
Disse que houve testemunhas, plenamente identificadas, que declararão nesta quinta-feira na Fiscalia do Bairro 6.
"Estamos todos chocados, camaradas, comandantes dos distintos níveis, a mim me impacta muito porque o cheguei a conhecer. Estamos em um momento de luto, as atividades que estavam previstas para amanhã no Comando do Exército foram adiadas", acrescentou.
Seu corpo será submetido a uma autópsia nesta quinta-feira com presença de um juiz como antecipação jurisdicional de prova.
O falecido era irmão do sargento 1° de transporte Claudio González, quien presta serviços na Agrupação Logística do Exército.
O jovem chegou em fevereiro passado ao quartel desde Santa Rosa do Aguaray, Departamento de San Pedro.
A fiscal Claudia Torres, da Unidade 2, está encarregada das investigações. Está sendo praticada a autópsia ao corpo.
Não existem no local imagens de circuito fechado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.