UGP apoia entrada em vigor do acordo Mercosul-UE e busca assegurar cotas justas
A Unión de Gremios de la Producción (UGP) manifestou sua visão otimista a respeito da entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, destacando a importância de participar ativamente no processo para conseguir corrigir por dentro aqueles aspectos que eventualmente necessitem ajustes.
O vice-presidente do grêmio, José Berea, indicou que o país participa nas discussões relacionadas com a distribuição de cotas de exportação entre os países do Mercosul, onde Paraguay busca assegurar uma porção justa neste importante acordo comercial.
"Nós estamos esperançosos e somos otimistas quanto ao acordo e por isso decidimos acompanhar a assinatura do mesmo. Há cotas de exportação para estes países, membros do Mercosul, que têm que ser divididas entre os quatro países", mencionou Berea, que destacou o acompanhamento do grêmio às gestões do Poder Executivo e da Chancelaria nestas negociações.
Propostas de distribuição de cotas
A respeito das cotas de exportação, Berea explicou que Paraguay propôs inicialmente uma distribuição equitativa de 25% para cada um dos quatro países do bloco (Argentina, Brasil, Uruguay e Paraguay). Embora tenha reconhecido que esta proposta inicial foi rejeitada, existem outras alternativas em consideração por parte dos países sócios.
"Há propostas para diferentes rubros que estamos tendo e pusemos nossa posição de como poderia ser este primeiro ano, mas aos cinco anos queremos ter a possibilidade de utilizar a cota que nos corresponde", explicou o dirigente.
As cotas abrangem diversos setores produtivos como carne, arroz, etanol, milho, incluindo setores com aspirações específicas como o suíno. O objetivo a médio prazo é que Paraguay possa acessar plenamente a porcentagem que lhe corresponde nestes importantes mercados europeus.
Desafios e oportunidades
Berea também mencionou que o Regulamento 1115 representará um desafio importante, particularmente quanto aos requerimentos para o setor sojeiro, onde o grêmio manterá uma posição firme para evitar segregações desnecessárias.
Em relação ao contexto econômico atual, o dirigente assinalou que a apreciação do guarani frente ao dólar impacta no setor exportador, o que reduz os ingressos dos produtores. Por esta razão, considerou fundamental manter um diálogo constante com as autoridades para atender esta situação.
Renovação de autoridades e objetivos
A UGP também reafirmou seu compromisso com a defesa dos interesses de seus associados, no marco de um novo período de gestão que continuará sendo encabeçado por Héctor Cristaldo, com o objetivo de representar as necessidades do setor produtivo ante os diversos desafios que se apresentam.
Entre as prioridades para o novo período, Berea mencionou a defesa da propriedade privada, o cuidado do meio ambiente e a correta interpretação das normativas, particularmente frente a exigências internacionais como o regulamento 1115 e a gestão de cotas de exportação.
Os eixos principais para o período de dois anos incluem o acompanhamento aos produtores, especialmente aqueles mais vulneráveis, e a consolidação do grupo assessor técnico, promovendo o desenvolvimento sustentável nos âmbitos agrícola, pecuário, florestal e agroindustrial.
Este enfoque integral busca fortalecer a posição do setor produtivo paraguaio tanto no mercado interno como nas novas oportunidades que se abrem com o acordo Mercosul-UE, mantendo sempre um equilíbrio entre o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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