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Internacional

UEFA comunica à FIFA possíveis ações legais por FFE

03/08/2026 17:30 4 min lectura 16 visualizações

A comunicação dirigida a Infantino, com data de 31 de julho, à qual teve acesso a EFE, transmite a intenção da UEFA de denunciar a iniciativa perante as autoridades reguladoras ou empreender procedimentos de arbitragem contra o projeto divulgado em 28 de julho, embora a FIFA tenha desistido do mesmo pelo rejeição gerada.

O documento exige de Infantino e da FIFA que adotem medidas de forma imediata para preservar toda a documentação relativa ao projeto armazenada, física ou eletronicamente, que esteja em posse do organismo e pede que suspenda a destruição da mesma, com aviso de possíveis consequências por isto.

Entre o material que a UEFA exige que seja preservado menciona os documentos relativos ao plano, sua comunicação, o mecanismo de pagamento às associações nacionais, o prazo limite de aceitação em 19 de setembro, bem como as comunicações com membros do Conselho da FIFA a respeito.

Também alude à preservação de documentação que possam ter, entre outros, cerca de uma dúzia de funcionários da FIFA, como seu diretor de operações, Kevin Lamour, que em 31 de julho denunciou que a administração do organismo havia sido enganada com a iniciativa de abrir o Mundial a investidores privados, "que é o projeto de uma única pessoa" e que "não deve prosseguir", em sua opinião.

A UEFA recorda seu rejeição frontal à ideia da FIFA, por ser incompatível com a boa governança do futebol, e prevê razoável o início de procedimentos diante da oposição também de outras confederações, associações membro da FIFA e partes interessadas no futebol.

A postura contrária de confederações como a UEFA, Ásia e a CONCACAF foi determinante para que a FIFA desistisse de sua iniciativa, três dias depois de confirmar oficialmente seu projeto. "Criou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, já não redundam em benefício do objetivo colocado inicialmente", disse Infantino ao anunciar o recuo.

A UEFA foi a primeira confederação que mostrou seu rejeição total à ideia, revelada na imprensa antes de que o organismo o fizesse oficial e o transmitisse a suas federações membro. De forma unânime as 55 federações europeias anunciaram que não iriam participar nas competições da FIFA se a ideia prosseguisse.

O projeto contemplava vender 20% da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma nova filial que pretendia criar para manejar as operações comerciais e os eventos da organização, como a Copa do Mundo de futebol.

Planejava uma captação inicial de capital de até 4.200 milhões$, com uma valoração de 20.000 milhões$, por meio de investidores a longo prazo com participações minoritárias.

A FIFA rejeitou que a Copa do Mundo estivesse à venda e disse que a iniciativa só se implementaria se a maioria de suas 211 associações o quisesse. Afirmou que os fundos da FFE seriam distribuídos às federações por meio do programa de desenvolvimento FIFA Forward já existente, que aumentaria de 8 milhões$ por federação no ciclo 2023-2026 para 20 milhões$ no de 2027-2030.

Neste programa seria criada uma nova opção, FIFA Fast Forward (FFFP), por qual cada federação acessaria 20 milhões$ adicionais de 2027 a 2030. Para o ciclo 2031-2034 a dotação do programa FIFA Forward será de 22 milhões$ e para 2035-2038 de 24 milhões$. No total somaria 86 milhões$ com ambos durante 12 anos.

Thrive Eternal, uma sociedade de cartera de capital permanente, entre cujos fundadores está um cunhado da filha de Donald Trump, ia liderar o grupo de investidores proposto, em um processo no qual também colaboraria J.P. Morgan. EFE

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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