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Internacional

UEFA, AFC e CONCACAF pedem "transparência" e acusam FIFA de "engano"

Confederações assinam carta aberta contra gestão de Gianni Infantino

10/08/2026 20:15 4 min lectura 28 visualizações

As Confederações de Europa, Ásia e América do Norte, Central e Caribe (UEFA, AFC e CONCACAF) publicaram uma carta aberta à "família do futebol", na qual apelaram à "união" de todos os atores e à "transparência" da FIFA em seus processos, após tentativa fracassada de criar uma filial para comercializar a Copa do Mundo, com a qual "romperam a confiança mediante o engano".

O documento foi tornado público nesta segunda-feira e está assinado pelos presidentes e secretários-gerais da UEFA (Aleksander Ceferin e Theodore Theodoridis); da CONCACAF (Victor Montaglian e Philippe Moggio), e da AFC (Salman Bin Ibrahim Al Khalifa e Datuk Seri Windsor John).

"A liderança no futebol não é um bem que se possui. Não consiste em ostentar — nem em exigir — o poder para exercê-lo. É um dever de serviço para com a família do futebol que a confia. Quando a confiança é quebrada mediante o engano, quando uma pessoa se antepõe ao coletivo que lhe confiou a autoridade, esse dever foi abandonado", disseram na carta.

Em seu escrito, as confederações destacam que não se trata de uma questão de "dinheiro", de "perder apoios" ou "repensar a ampliação das competições", algo que foi tratado de forma "conjunta", mas sim de "a integridade do futebol e a integridade de quem foi eleito para dirigi-lo".

Segundo seu entendimento, a recente carta da FIFA a seus vice-presidentes e às 211 federações-membro, na qual explicou seu projeto de vender uma participação da Copa do Mundo, foi um "erro de julgamento": "Uma proposta apresentada em um prazo muito apertado, sem uma consulta significativa, e que foi impulsionada para um prazo final antes de as federações-membro poderem examinar adequadamente seus termos, não é fruto de um descuido, mas de um design destinado a limitar o escrutínio".

Por isso, acusa-se a FIFA de "violar" a confiança das instituições às quais está "chamada a servir".

Além disso, criticaram que a revisão do relatório que será apresentado ao Conselho da FIFA não tenha sido feita por meio de um terceiro "totalmente independente", ao mesmo tempo que manifestaram seu rejeição pela representação de um único cargo eleito na reunião da direção realizada recentemente no Marrocos.

"Esta recente reunião, na qual se convocou no exterior um número selecionado de membros do Comitê de Gestão da FIFA — e não o Comitê completo —, em vez de que os dirigentes se deslocassem a Zurique para se dirigirem ao coração da FIFA, seu pessoal, não faz senão reforçar essas preocupações e representa uma continuação do mesmo padrão de conduta que nos levou a esta situação. Não é a conduta própria de um guardião do futebol, mas sim de alguém que acredita que o futebol lhe deve contas", afirmaram.

Como conclusão, as confederações solicitaram o "respeito" à unidade e, a seus dirigentes, que "sirvam" ao futebol e não "pretendam mandá-lo".

"Há silêncio onde deveria haver prestação de contas, distância onde deveria haver transparência. Estas não são as qualidades que o futebol merece em seus dirigentes. Por isso adotamos esta postura: não levianamente nem por conta própria, mas juntos, e pelo dever que temos para com o futebol ao qual servimos", concluíram.

🔴 Confederações se unem contra a liderança de Gianni Infantino

👉🏼 Pela primeira vez, UEFA, a Confederação Asiática (AFC) e a Concacaf assinaram uma nota conjunta manifestando sua rejeição ao manejo atual da FIFA sob a presidência de Infantino.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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