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Internacional

Trump se opõe a que Omã interponha um acordo com o Irã sobre a passagem do Estreito de Ormuz

18/08/2026 08:15 3 min lectura 24 visualizações

O presidente estadunidense Donald Trump ameaçou na segunda-feira com bombardear Omã se "se interpuser" no caminho de um acordo de Washington com o Irã sobre a administração do Estreito de Ormuz, e instou Teerã a se render na guerra do Oriente Médio. Irã e Omã levam meses negociando um acordo sobre a navegação por essa via marítima, pela qual sai boa parte do crude bombeado pelos países do Golfo.

O controle de Ormuz se converteu no ponto focal do conflito, depois de meses de obstrução devida ao Irã — que atacou numerosos navios na zona — e aos Estados Unidos, que impôs um bloqueio naval aos portos iranianos. O temor concreto de Washington e muitos outros países é que essas conversas entre Omã e o Irã se traduzam no cobro de algum tipo de taxa aos navios mercantes, algo que não ocorria antes de que os Estados Unidos e Israel lançassem em 28 de fevereiro sua campanha militar contra a república islâmica.

Nesse contexto, Trump voltou ao ataque, desta vez contra Omã, um país aliado de Washington que se absteve de comentar publicamente as investidas do líder republicano octogenário. "Se Omã se interpuser, vamos bombardeá-los e destruí-los", declarou Trump ao jornalista da Fox News Trey Yingst. Trump também salientou que o Irã deveria "hastear a bandeira branca e se render", segundo uma mensagem que Yingst publicou em X a respeito de sua entrevista com o mandatário.

Conversas "sérias"

Na segunda-feira, o Irã confirmou que as conversas continuam com o vizinho Omã sobre futuros acordos de navegação no Estreito de Ormuz, por onde circulava antes da guerra 20% do petróleo e do gás consumidos no nível mundial.

"As conversas entre Irã e Omã continuam de maneira séria", declarou um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano. "Estão sendo intercambiados pontos de vista sobre o texto da declaração conjunta", acrescentou.

As conversas entre ambos vizinhos continuam após se desmoronar um acordo interino entre os Estados Unidos e o Irã, mediado pelo Paquistão, que buscava manter Ormuz como uma via marítima internacional, aberta e livre de taxas.

Trump insistiu em que o estreito está sob controle estadunidense, apesar de o tráfico na zona ser muito reduzido.

Na sexta-feira passada afirmou inclusive que declararia o Estreito de Ormuz como parte do território dos Estados Unidos, ao que Teerã respondeu energicamente dizendo-lhe que Ormuz "continuará sendo iraniano".

Trump insiste em que não tem pressa em alcançar um acordo, apesar da impopularidade da guerra entre os estadunidenses antes das eleições legislativas de novembro, com os oponentes democratas espreita para recuperar o controle do Congresso.

O mandatário disse a Yingst que existe um canal secreto direto entre sua administração e os Guardiões da Revolução iranianos. "São bons jogadores de pôquer, mas estão morrendo", asseverou.

Fonte: AFP.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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