Trump dá novo prazo ao Irã antes de retomar ataques
Um novo prazo, um novo ultimato. Isso é o que concedeu ontem terça-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã para que se chegue nos próximos dias a um acordo nuclear que permita pôr fim ao conflito.
"Digo dois ou três dias. Talvez na sexta, sábado, domingo. Algo talvez no início da próxima semana. Um período de tempo limitado", declarou à imprensa ao visitar as obras do salão de baile que se constrói na Casa Branca.
Segundo relatou o presidente, os Estados Unidos iam empreender na terça-feira um ataque contra a República Islâmica, mas o adiou a pedido de vários de seus parceiros do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita e Catar, que lhe pediram dar espaço às negociações diplomáticas.
Explicou que na segunda-feira esteve "a uma hora" de ordenar retomar a ofensiva contra o Irã, o que teria posto fim ao cessar-fogo vigente desde o passado abril.
ARMA NUCLEAR. "Não podemos permitir-lhes (ao Irã) obter uma arma nuclear. Se tivessem uma arma nuclear, destruiriam Israel rapidamente e iriam atrás da Arábia Saudita, Kuwait, EAU (Emirados Árabes Unidos), Catar e todo o Oriente Médio. Seria um holocausto nuclear", declarou.
As negociações entre Washington e Teerã para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel levam semanas estancadas, enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz ameaça provocar graves consequências econômicas.
A República Islâmica rejeitou reiteradamente as condições impostas pela Administração Trump para frear o enriquecimento de urânio e na segunda-feira apresentou uma contraproposta.
Trump anunciou na segunda-feira que ordenou às Forças Armadas estadunidenses estar preparadas para lançar a qualquer momento um "ataque em grande escala".
Os preços do petróleo recuaram levemente na terça-feira. O Brent caiu 0,73% até 111,28 dólares enquanto o WTI recuou 0,82% até 107,77.
Risco nuclear
O diretor do Órgão Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, alertou diante do Conselho de Segurança sobre o risco "gravíssimo" de atacar centrais nucleares depois que um drone provocou um incêndio perto de uma central nos Emirados Árabes Unidos. "A situação é sumamente preocupante... As consequências de um ataque poderiam ser gravíssimas. Trata-se de uma central em funcionamento, portanto em seu interior encontram-se milhares de quilogramas de material nuclear fresco", disse.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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