China anuncia negociação com EUA para reduzir tarifas por bilhões de dólares
Acordo prevê redução recíproca de arancéis após tregua comercial alcançada em outubro
As duas principais economias do mundo passaram grande parte de 2025 envolvidas em uma guerra comercial cada vez mais intensa, até que ambos os líderes alcançassem uma trégua de um ano durante seu encontro na Coreia do Sul em outubro.
Como resultado de sua cúpula da semana passada, foi criado um conselho comercial, sob cujos auspícios "ambas as partes acordaram em princípio debater um acordo marco para a redução recíproca de arancéis sobre produtos de escala equivalente", segundo o comunicado distribuído pelo Ministério do Comércio chinês.
Os cortes tarifários previstos afetarão mercadorias no valor de "30 bilhões de dólares ou mais por cada parte", acrescenta o documento divulgado na internet e atribuído a um funcionário sob anonimato.
A China espera que "a parte norte-americana cumpra seu compromisso" adquirido durante a recente rodada de negociações, assegurou o órgão, e pediu uma prorrogação dos acordos de trégua comercial alcançados no ano passado.
Pode ler: Após a visita de Trump, Putin chega à China para reafirmar seus laços inquebrantáveis
O Ministério do Comércio também informou que o gigante asiático reestabelecerá os registros de alguns exportadores de carne bovina dos Estados Unidos, após sua caducidade no ano passado no momento crítico das tensões com Washington.
Ao confirmar outro resultado da cúpula entre Xi e Trump, o ministério disse que a China comprará 200 aviões ao gigante aeroespacial norte-americano Boeing, embora não tenha especificado de qual modelo.
Meios de comunicação norte-americanos haviam informado durante vários meses que Pequim estava prestes a realizar um importante pedido à Boeing que incluiria 500 aviões de corredor único 737 MAX e aproximadamente 100 787 Dreamliners e 777 de maior tamanho.
Quanto ao fornecimento de terras raras, um setor crítico dominado pela China e objeto de severas restrições à exportação implementadas no ano passado, a declaração não forneceu muitos detalhes.
"Ambas as partes trabalharão juntas para estudar e resolver as preocupações legítimas e legais de cada uma", apontou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.