"The Invite" de Olivia Wilde reflete sobre os desafios dos relacionamentos
Dirigir e protagonizar a comédia romântica sexy "The Invite" implicou para Olivia Wilde mergulhar em discussões sobre os relacionamentos e os esforços necessários para mantê-los. Um convite que o resto do elenco assumiu de forma vulnerável. "Houve uma espécie de catarse coletiva incrível", disse Wilde à AFP durante o lançamento em Los Angeles do filme que protagoniza junto às estrelas Seth Rogen, Edward Norton e Penélope Cruz.
"Acho que todos saímos sentindo que tínhamos ganhado um pouco de conhecimento, um pouco de perspectiva dos outros porque todos fomos muito vulneráveis", comentou a atriz. "The Invite", que estreou no Festival de Cinema de Sundance e chega aos cinemas americanos esta sexta-feira, confronta dois casais em diferentes momentos de seu relacionamento em um jantar que tomará rumos imprevisíveis.
Os frustrados e desgastados Joe e Angela (Rogen e Wilde) são os anfitriões dos carismáticos e fascinantes Hawk e Piña (Norton e uma loura Cruz). Do antagonismo emergem as risadas e a oportunidade para o público de encontrar similitudes em diferentes etapas de suas vidas. "Foi uma análise genial e honesta de como os relacionamentos evoluem à medida que as pessoas neles evoluem", disse Rogen à AFP. O ator de 44 anos sustentou que os relacionamentos são sempre um grande tema para o cinema porque são "de alto risco, muito pessoais, com o que é fácil se identificar".
"Muito próximas"
O elenco atribuiu parte do sucesso do filme, que está conquistando a crítica, ao seu roteiro, escrito por Rashida Jones e Will McCormack ("Husbands, Lovers and Friends"), e inspirado no trabalho do cineasta espanhol Cesc Gay, que escreveu a peça de teatro "Los vecinos de arriba" que depois adaptaria ao cinema com "Sentimental".
Jones destacou que a conexão do público com seus personagens, "apesar de estarmos falando de pessoas e relacionamentos muito disfuncionais", é a chave dos aplausos que o filme tem recebido.
"Tentamos incorporar camadas nesses relacionamentos que não se sentissem apenas dramáticas, mas também muito próximas a qualquer um que tenha estado em um relacionamento de longa duração, e acho que as pessoas se veem refletidas nisso", disse.
Foi o roteiro que atraiu Penélope Cruz, que disse não ter parado de rir ao lê-lo pela primeira vez.
"Sempre estou procurando comédias inteligentes, comédias que te movam, o que é um gênero que não é nada o mais fácil", disse a espanhola à AFP.
Gargalhadas à parte, com "The Invite", seu terceiro trabalho atrás das câmeras, Olivia Wilde buscou inserir lições. E uma delas é que os relacionamentos, assim como as pessoas, mudam.
E que quando alguém decide se embarcar em um novo tipo de relacionamento com um parceiro romântico, há que se entender quem é essa pessoa agora e aceitá-la, e "não esperar que alguém nunca mude de como era quando o conheceu".
"Mas o filme também está dizendo que às vezes é melhor não permanecer no relacionamento, e que se tem que ser responsável pela própria felicidade e nunca ficar por ressentimento, inércia ou resignação", comentou Wilde. "Se trata de tomar uma decisão".
Fonte: AFP.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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