Tensões no estreito de Ormuz elevam os preços do petróleo
Confrontos entre Estados Unidos e Irã reavivam volatilidade nos mercados energéticos mundiais
Volatilidade nos mercados energéticos
Os preços do petróleo abriram com forte alta após um fim de semana marcado por ataques estadunidenses contra o Irã e o anúncio de Teerã de fechar o estreito de Ormuz, um passo estratégico para o comércio mundial de hidrocarbonetos. O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em setembro, referência internacional, subia 3,75% para 78,86 dólares às 22:10 GMT, antes da abertura dos mercados financeiros na Ásia.
Seu equivalente estadunidense, o barril de West Texas Intermediate para entrega em agosto, escalava 3,65% para 74,02 dólares.
Retomada dos enfrentamentos
Os enfrentamentos entre Estados Unidos e Irã retomaram apesar da assinatura de um protocolo de acordo em 17 de junho para pôr fim à guerra no Oriente Médio. O texto contemplava a reabertura do estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do petróleo mundial antes da guerra.
Seu fechamento por parte do Irã no início da guerra, em 28 de fevereiro, provocou uma escalada nos preços do petróleo e tensões no suprimento, chegando a ser cotizado em mais de 110 dólares o barril.
Posição do Irã
O Irã condenou firmemente os ataques estadunidenses em seu território, ocorridos entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, e reprovou Washington por ter deixado sem efeito os esforços dos últimos meses destinados a restabelecer a paz na região.
Teerã acusou os Estados Unidos de ter violado os termos do protocolo de acordo concluído em junho e provocar o retorno da insegurança ao estreito de Ormuz, conforme comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores.
Operações estadunidenses
O exército estadunidense anunciou que lançou uma nova série de ataques contra o Irã para impedi-lo de atacar embarcações no estreito de Ormuz. Os ataques retomaram às 17:00 hora de Washington (21:00 GMT), segundo mensagem do Comando Central estadunidense para o Oriente Médio (Centcom), que afirma buscar impedir que Teerã ataque as tripulações civis e os navios comerciais na passagem marítima.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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