Temporal aumenta demanda de materiais de construção na região
Fábricas cerâmicas enfrentam redução de estoques e prazos de entrega se estendem entre 8 e 15 dias
O temporal com queda de granizo registrado no fim de semana passado impactou várias residências localizadas em Asunção e no Departamento Central, gerando uma importante demanda de materiais de construção no setor.
Segundo reportes do comércio especializado, a busca por telhas e outros insumos construtivos se intensificou, enquanto as fábricas cerâmicas estão experimentando uma redução em seus inventários disponíveis e limitando o suprimento aos distribuidores.
Situação nas distribuidoras
Roberto Cristaldo, proprietário da empresa de materiais de construção Ángel David, localizada em San Lorenzo, apontou que os inventários estão diminuindo consideravelmente. Os pedidos realizados às fábricas cerâmicas registram atrasos que oscilam entre 8 e 15 dias para entrega.
"Não há estoque. A maioria das fábricas de cerâmica não está fornecendo por escassez. Eles também esgotaram seu estoque. Agora, por exemplo, eu fiz meu pedido em quatro cerâmicas e já estão me dando prazos de aqui a oito ou quinze dias", expressou.
Cristaldo apontou que a preocupação principal reside em um possível desabastecimento durante os próximos dias, considerando que as previsões meteorológicas indicam uma temporada de chuvas prolongada. O mau tempo não apenas mantém elevada a demanda por reparações, mas também dificulta a produção em olarias e fábricas cerâmicas.
"É um pouco preocupante, porque segundo o que prognósticam os entendidos no tema climático dizem que vem uma longa temporada de chuvas. Então, é um pouco preocupante que nos fiquemos sem estoque", apontou.
O comerciante destacou que, embora exista esperança na capacidade produtiva de fábricas de maior envergadura, existe risco de incremento nos custos dos materiais devido a considerações logísticas.
Perspectiva de outras distribuidoras
Karina Josefa Romero Mendoza, proprietária da Distribuidora Divino Niño, destacou o incremento na demanda de telhas, embora tenha indicado que atualmente não observa escassez generalizada em sua operação.
Romero apontou que o desafio atual se centra nos atrasos na reposição de produtos em algumas zonas pontuais. "Entre ontem e hoje tive uma maior demanda de telhas, mas eu por enquanto estou abastecendo, não tenho falta do material. O que me comentaram é que na zona de Fernando de la Mora já está faltando dito material", explicou.
Confirmou que os prazos de entrega das fábricas se estenderam. Enquanto normalmente recebe reposições em 24 horas, nesta ocasião a entrega foi agendada para a terça-feira seguinte.
Romero advertiu que um período estendido de temporais sim poderia gerar escassez no setor e impactar o custo final dos materiais.
Mudanças nas preferências construtivas
No contexto atual, observa-se uma migração gradual de consumidores das telhas tradicionais para alternativas como chapas, especialmente as do tipo termoacústico, segundo apontaram os distribuidores consultados.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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