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Economia

Temos o talento jovem, falta-nos a ponte

01/09/2026 10:45 3 min lectura 243 visualizações

Temos uma dívida histórica com a educação e a formação de capital humano avançado. Nosso sistema educativo ainda não consegue entregar, de forma consistente, as competências que o mercado global exige.

Esperar que o sistema mude por si só não é uma opção e, embora seja urgente melhorar essa condição, como empresários devemos liderar a partir de nossos próprios espaços de influência e gerar as mudanças que precisamos.

A desconexão entre a academia e as empresas deve ser abordada rapidamente. É fundamental que as universidades deixem de concentrar-se unicamente na formação teórica e se alinhem com as necessidades reais do mercado empresarial.

A rápida evolução da inteligência artificial e outras tecnologias está transformando o ambiente empresarial a uma velocidade que nenhuma geração anterior enfrentou; porém, a tecnologia, por mais poderosa que seja, por si só não vai transformar — são as pessoas capacitadas que realizarão essas mudanças que precisamos nas empresas.

Ouvimos muito sobre o bônus demográfico que o Paraguai apresenta, onde a população em idade de trabalhar supera amplamente a população dependente. O problema é que esse bônus não se capitaliza sozinho — sem formação adequada, o bônus demográfico corre o risco de se converter em uma desvantagem real; se não formarmos essa geração agora, a oportunidade não esperará pela próxima.

Fortalecer a colaboração entre a academia e as empresas não apenas melhorará a empregabilidade dos graduados, mas impulsionará a inovação e a competitividade empresarial do país.

Para que essa relação prospere, convém observar que estratégias funcionaram em outros contextos e adaptá-las à nossa realidade; por exemplo:

Criar espaços de diálogo regulares entre acadêmicos e empresários, que permitam às universidades ajustar seus planos de estudo às competências que o mercado efetivamente demanda (comunicação, resolução de problemas, manejo de tecnologia).

Implementar incentivos concretos, benefícios fiscais ou talvez de financiamento público, para que as empresas invistam em formação dual e em pesquisa aplicada junto a universidades.

A oportunidade está presente; o que falta é escalar e sustentar essas iniciativas no tempo. Na economia que vem o talento terá um peso importante, e os países que não investirem a tempo em desenvolvê-lo ficarão estruturalmente defasados.

O Paraguai tem o talento jovem. O que ainda nos falta é a ponte que o conecte com as oportunidades reais do mercado — e essa ponte, empresários e academia, nos cabe construir juntos —.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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