Suíça rejeita iniciativa para limitar sua população a 10 milhões
Rechaço maioritário à proposta antiimigração
Rechaço maioritário à proposta antiimigração
Os cidadãos suíços rejeitaram com mais de 54% dos votos a iniciativa popular de direita radical que propunha limitar a população do país. O resultado foi celebrado tanto pelo governo quanto pelos principais partidos e atores socioeconômicos.
"Com a decisão de hoje, as cidadãs e os cidadãos enviaram um sinal de estabilidade, abertura e confiabilidade", declarou o ministro suíço de Justiça e Polícia, Beat Jans, após anunciar os resultados finais de um escrutínio que se esperava muito apertado.
Apoio em cantões específicos
A proposta também foi rejeitada pela maioria dos cantões. Os percentuais mais altos a favor do voto negativo foram registrados em Basileia-Cidade com 73,48%, Neuchâtel com 67,26% e Genebra com 65,42%. O governo, o Parlamento, os principais partidos políticos, os sindicatos e a patronal se opunham à medida.
"Estamos muito aliviados e felizes. É um resultado importante para nosso país e para nossas relações com a União Europeia", expressou a diretora de Economiesuisse, Monika Rühl, na televisão pública RTS.
Implicações para as relações internacionais
Caso tivesse sido aprovada, a iniciativa poderia ter comprometido as relações entre Suíça e a União Europeia, seu principal parceiro comercial, com o qual mantém vínculos econômicos estreitos apesar de não ser membro.
O texto, impulsionado pela União Democrática de Centro (UDC), o principal partido de direita radical do país, buscava limitar a imigração para evitar que a população permanente superasse 10 milhões de habitantes até 2050. Atualmente, os estrangeiros representam mais de um quarto da população suíça.
Argumentos dos promotores
Segundo os impulsores da iniciativa, essa medida deveria evitar a escassez de habitações, o aumento dos aluguéis, a urbanização descontrolada, os engarrafamentos, os trens abarrotados, o incremento da criminalidade, a saturação do sistema de saúde e a diminuição da qualidade do ensino.
"Foi um domingo decepcionante para nós, mas também para toda a Suíça", expressou o líder da UDC, Marcel Dettling, apesar do amplo apoio recebido nas zonas rurais.
Outra proposta aprovada
Em um referendo distinto, os suíços aprovaram, segundo as primeiras sondagens, uma proposta de lei para enrijecer o acesso ao serviço civil. Essa decisão se insere em um contexto no qual a guerra na Ucrânia e as tensões geopolíticas levam numerosos países a reforçar suas capacidades militares.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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