Sucesso na reprodução de taguá em cativeiro: conquistas do Centro Chaqueño para a Conservação
Projeto de conservação do taguá no Chaco
Em Fortín Toledo, a 493 quilômetros de Assunção, o Centro Chaqueño para a Conservação e Investigação (CCCI) continua seu trabalho de preservação do taguá (Catagonus wagneri), um pecarí de grande importância ecológica que se acreditava extinto até 1972, quando zoólogos estadunidenses avistaram exemplares vivos na região.
O Projeto Taguá foi criado em 1985 com o objetivo de preservar a espécie, criá-la em cativeiro e implementar programas de reintrodução quando as condições permitissem. Desde então, o CCCI operou uma reserva de 120 hectares onde os exemplares são criados em currais especializados, alimentados com andaí e rações balanceadas, e identificados por microchips para acompanhamento contínuo.
Resultados em reprodução e conservação
Conforme Yamida Benítez, diretora executiva do CCCI,
a criação em cativeiro, o estudo e o plano de conservação arrojaram resultados muito satisfatórios. Os taguás mantêm uma estrutura familiar complexa e solidária, com manadas altamente protetoras de suas crias, e possuem notável capacidade de adaptação a condições climáticas extremas que oscilam entre 50 graus de calor durante o dia e temperaturas abaixo de zero no inverno.
A equipe realiza avaliações anuais de saúde para garantir o bem-estar dos 70 exemplares reproduzidos em cativeiro, registrando o estado geral das manadas e documentando seu desenvolvimento.
Desafios atuais e reintrodução
O maior desafio que o projeto enfrenta atualmente é a proteção efetiva do habitat natural da espécie. O desflorestamento continua reduzindo os espaços disponíveis no antigo território do Chaco, limitando as possibilidades de reintrodução em vida silvestre.
A última reintrodução documentada foi realizada em 1999 na estância La Patria (propriedade estatal com aproximadamente 20.000 hectares de florestas protegidas). Essa experiência terminou em 2001, e desde então o avanço da fronteira agrícola restringiu significativamente os espaços disponíveis.
Importância ecológica do taguá
Estes especiais pecarís cumprem um papel-chave no ecossistema chaqueño. São fundamentais para a dispersão de sementes e, particularmente, na preservação de água nas trilhas que escavam durante seus percursos pela floresta, criando caminhos que beneficiam outras espécies da fauna.
Conforme estimativas atuais, a população de taguás em estado selvagem situa-se entre 3.500 e 4.000 indivíduos, uma diminuição em relação ao censo de 2012 que estimava aproximadamente 5.000 indivíduos. A redução da população deveu-se à destruição progressiva do habitat natural, à pressão da caça e a possíveis incidências de doenças.
Perspectivas futuras
O CCCI continua buscando terrenos adequados para implementar novas reintroduções, enfrentando um cenário complexo pela presença de caça ilegal e pelo avanço do desflorestamento. O trabalho de conservação representa um compromisso contínuo com a preservação dessa espécie única do Grande Chaco Americano.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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