Sindicato de Médicos convoca assembleia para analisar demandas do setor
Convocatória para assembleia extraordinária
A Comissão Diretiva do Sindicato Nacional de Médicos do Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social convoca uma Assembleia Geral Extraordinária para esta quinta-feira. A primeira convocatória está prevista para as 19h30 e a segunda para as 20h no ex Seminário Metropolitano, localizado na avenida Kubitsheck 693 entre 25 de Maio e Celsa Speratti.
Análise dos anúncios governamentais
Diego Gamarra, médico pediatra, expressou sua perspectiva sobre os anúncios realizados pelo Governo a respeito do aumento do orçamento para medicamentos e insumos no Orçamento Geral da Nação 2027, bem como a desprecarização de aproximadamente 2.400 médicos que passarão a ser nomeados.
Gamarra questionou que durante a última década o Produto Interno Bruto nominal cresceu 84%, enquanto o percentual de gasto público em saúde se mantém em torno de 2,2%. Expressou que existe uma oportunidade histórica desperdiçada de aumentar o investimento em saúde, situação que se reflete nos hospitais e serviços de saúde do país.
Perspectivas sobre avanços na carreira sanitária
A respeito da postura do Governo sobre a implementação da carreira sanitária, Gamarra indicou que nas reuniões prévias com a ministra da Saúde não foram apresentadas especificações concretas. Apontou que não se esclareceu em quanto tempo será aplicada nem como se realizará, considerando que restam 2 anos na atual administração.
Gamarra também observou que durante a conferência de segunda-feira não foram abordadas solicitações de reajuste salarial nem pontos específicos além do aumento orçamentário para medicamentos e insumos. Destacou que os nomeamentos se concretizaram posteriormente ao anúncio de greve e após a quarta tripartite.
Avaliação dos espaços de diálogo
A doutora Rossana González indicou que nos espaços de tripartite não houve interesse genuíno por parte das autoridades, nem foram apresentadas propostas substanciais. Manifestou que os médicos não desejavam recorrer à greve e buscavam manter o atendimento aos seus pacientes, mas considerou que faltou diálogo construtivo após se evitar a medida de força.
Críticas à terceirização de serviços
González questionou o modelo de terceirização de serviços em hospitais como os de Encarnación, Coronel Oviedo e Calle'i. Indicou que se destinam recursos econômicos significativos a esses modelos de gestão, citando como exemplo que o orçamento de terceirização do IPS, originalmente planejado para 10 anos, foi esgotado antes do prazo previsto.
Expressou preocupação com os riscos gerados pela transferência de pacientes a centros terceirizados em ambulâncias para acessar serviços como tomografias, considerando que isso aumenta os riscos sanitários. Para González, a terceirização resultou ser mais custosa que manter esses serviços dentro dos hospitais, gerando problemas de manutenção e disponibilidade de equipamento nas instituições públicas.
Próximas definições
A assembleia desta quinta-feira será determinante para que o Sindicato Nacional de Médicos avalie se os anúncios governamentais respondem às suas demandas históricas a respeito de remunerações, carreira sanitária e melhora das condições laborais no setor de saúde.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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