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Paraguai

Sinamed solicita reajuste salarial generalizado antes de continuar com escalonamento

07/09/2026 14:00 3 min lectura 330 visualizações

Rejeição à proposta oficial

O conflito entre o setor médico e o Poder Executivo continua sem resolução após a decisão da assembleia do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), que rejeitou amplamente a proposta oficial de implementar a continuidade do escalonamento salarial iniciado em 2022. Segundo o gremio, o posicionamento do Governo não abrange a totalidade dos profissionais e não responde ao desfasamento acumulado no setor.

O doutor José Vargas, membro da Diretoria de Sinamed, explicou que a proposta estatal contempla levar o piso salarial dos médicos contratados de G. 5.000.000 a G. 5.400.000, o que equivale a um ajuste de 8%. Ademais, o Ministério da Saúde ofereceu um complemento de G. 1.000.000 por trabalho em dias feriados. Entretanto, o dirigente apontou que este último benefício alcança apenas quem realiza plantões — menos de 50% do pessoal —, deixando de fora a maioria dos médicos que se desempenham em consultórios e cirurgias programadas.

"O que se solicita desde o princípio é um reajuste para o piso salarial de todos os médicos. Depois pode vir o escalonamento, ao qual não nos opomos, mas o reajuste deve ser geral", afirmou Vargas em uma entrevista com o programa "Así son las cosas" do canal GEN e Universo 970 AM/Nación Media.

Vargas destacou que o desfasamento acumulado no setor é de 78% e expressou que ajustes realizados de forma periódica teriam evitado chegar a essa situação. O representante do gremio enfatizou que outros setores de instituições públicas receberam ajustes salariais anuais, enquanto o setor médico mantém-se sem reajustes condizentes com a inflação.

Medidas de força e renúncias independentes

Diante da falta de um acordo que satisfaça as demandas do setor, o gremio convocou uma nova greve para os dias 21 e 22 de setembro como medida de força. "Esperamos sinceramente que haja vontade e que não cheguemos a isso, mas estamos nessa situação", apontou o porta-voz.

Paralelamente, registram-se renúncias de médicos especialistas de forma independente. Até a data contabilizam-se aproximadamente 300 demissões apresentadas pelos profissionais, uma situação que o gremio esclareceu não foi promovida diretamente pela diretiva do Sinamed, mas que responde a iniciativas autônomas dos médicos diante do descontentamento salarial.

Abertura para negociar

Apesar da rejeição à oferta atual, o Sinamed esclareceu que não mantém uma postura intransigente com respeito aos percentuais propostos e reitera sua abertura para negociar uma saída viável com as autoridades do Executivo e do Poder Legislativo.

O doutor Vargas enfatizou o caráter reivindicatório da mobilização: "Isso não é contra autoridades específicas nem de nenhum partido político. É a reivindicação de um gremio que busca um salário digno e é, praticamente, o único setor público que ficou sem ajustes salariais condizentes com a inflação".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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