Setor empresarial respalda plano fiscal do Governo com ênfase no controle do gasto público
Apresentação do plano de convergência fiscal
Membros da Associação de Empresários Cristãos (ADEC) e referentes do setor importador participaram de um conversatório em que o titular do Ministério da Economia e Finanças, Oscar Lovera, apresentou o novo plano de convergência fiscal do Governo. A iniciativa contempla fechar o ano atual com um déficit de 3,2% do produto interno bruto (PIB), passar a 3,9% em 2027 e retornar ao 1,5% estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal para 2028.
Apoio empresarial com condições
Jorge Figueredo, presidente da ADEC, expressou que o grêmio acompanha essa mudança, considerando que se trata do caminho correto para transparentar as contas públicas, especialmente com miras a manter a classificação país. "Sem lugar a dúvidas, esse primeiro passo de gerar um maior grau de flexibilidade sobre nossas ações e o manejo econômico me parece correto e pragmático. Elevar o teto era o caminho para transparentar o nível de dívida que de fato estávamos tendo", assinalou.
Não obstante, enfatizou que a partir dessa medida deve-se traçar um plano de ação muito mais viável, e sugeriu ao Governo administrar corretamente o novo déficit, apontando para melhorar a qualidade do gasto público e garantir o cumprimento das demandas sociais.
Inquietações sobre a gestão do gasto
Figueredo advertiu sobre a importância de resolver como será administrado esse déficit e como serão cobertas as necessidades existentes e demandas sociais ainda não resolvidas. "Caso contrário, pode se tornar insustentável", expressou.
O presidente da ADEC identificou o Sistema de Pensões e Jubilações do setor público (Caixa Fiscal) como um dos principais desafios, assinalando que seu déficit se leva uma parte importante da arrecadação tributária. Recordou a recente reforma do sistema e advertiu que o saldo negativo gera obstáculos para investir em infraestrutura, saúde e educação, setores que qualificou como os "três grandes déficits da sociedade".
Manutenção da normativa fiscal
Embora tenha indicado que o ministro não lhes mencionou um plano para modificar de forma permanente a Lei de Responsabilidade Fiscal, defendeu a necessidade de manter a normativa com o mesmo teto de 1,5% do PIB. "Creio que isso deve ser sustentado, mas sem dúvidas hoje estamos em uma situação em que precisávamos transparentar isso e creio que é o caminho correto, já que nos dá muito mais previsibilidade como país", assinalou.
Outras preocupações do setor
Figueredo indicou que os sócios empresariais também expressaram preocupação com os planos sociais a futuro, considerando o aumento das demandas sociais, assim como com o comportamento da taxa de câmbio, com um dólar que continua se desvalorizando. Explicou que o ministro assegurou que, embora essa situação dependa da conjuntura internacional, já se trabalha para que os custos logísticos diminuam e os produtos paraguaios não percam competitividade.
O empresário valorou o aproximamento do Ministério da Economia ao setor privado, destacando a importância de contar com uma gestão transparente e que gere previsibilidade e autoridade institucional.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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