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Internacional

Sepultaram o ex-líder Jamenei, com marcada ausência de seu filho e sucessor no Irã

10/07/2026 20:15 4 min lectura 18 visualizações

O ex-guia supremo iraniano Ali Jamenei foi inumado na sexta-feira em Mashhad, sua cidade natal, informou a televisão estatal, após vários dias de funerais marcados pela retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã. A cerimônia ocorreu aparentemente sem a presença de seu filho e sucessor, Mojtaba Jamenei, segundo as imagens divulgadas pelo canal estatal IRIB, que mostraram o traslado do féretro dentro do santuário do imã Reza, o local mais sagrado do islã xiita no Irã.

Em Mashhad, a cidade do nordeste que abriga este santuário, uma multidão imensa avançou na quinta-feira sob um sol abrasador para a despedida final de Ali Jamenei, morto no ataque estadunidense-israelense de 28 de fevereiro que desencadeou a atual guerra no Oriente Médio.

Tinha 86 anos, dos quais quase 37 à frente da República Islâmica.

A última etapa das exéquias desenrolou-se em meio à retomada dos enfrentamentos entre Estados Unidos e Irã, os mais importantes desde a assinatura em 17 de junho de um protocolo de acordo que referendou o cessar-fogo de abril.

Trump declarou esta semana a trégua "terminada" e investiu contra os dirigentes iranianos, embora deixasse a porta aberta à continuação das negociações.

O gabinete de Benjamim Netanyahu anunciou na quinta-feira que o primeiro-ministro israelense conversou à noite com Trump, que o informou dos "últimos movimentos" estadunidenses no Golfo.

Segundo o jornal The Wall Street Journal, o governo israelense compartilhou na quinta-feira com Washington uma informação de seus serviços de inteligência segundo a qual o Irã busca assassinar Trump.

O presidente estadunidense não utilizou o novo Air Force One, um Boeing 747 que lhe presenteou o Qatar, para regressar a Washington ao término da cúpula da OTAN. O New York Times apontou que a decisão se deveu a motivos de segurança.

"Eclipsar"

Na madrugada de quarta para quinta-feira, Estados Unidos voltou a atacar o Irã. Aproximadamente 90 objetivos militares iranianos, segundo o exército estadunidense.

Porém a República Islâmica acusou Washington de ter atacado também infraestruturas civis com o fim de "eclipsar" as cerimônias fúnebres de Jamenei. Segundo Teerã, resultaram danificadas várias pontes e a conexão ferroviária entre Teerã e Mashhad.

E na madrugada de quinta-feira, uma base militar próxima a Bushehr, uma cidade do sudoeste do Irã que abriga a única usina nuclear em funcionamento do país, foi impactada por "um projétil do inimigo estadunidense-sionista", anunciou um responsável iraniano à agência oficial Irna.

Pouco depois, o Departamento de Defesa estadunidense negou, porém, à AFP qualquer ataque de Estados Unidos contra o Irã "nas últimas horas".

Tudo começou na terça-feira no estratégico Estreito de Ormuz, convertido em um grande ponto de fricção do conflito, depois que Washington atribuísse a Teerã ataques contra pelo menos três navios comerciais.

Desde então o tráfego se tem desacelerado notavelmente, segundo os dados da plataforma de rastreamento marítimo Kpler.

O Irã desafia Washington com sua intenção de cobrar pedágio dos barcos que transitam por esta via marítima chave para o comércio mundial de hidrocarbonetos, algo que não fazia antes dos ataques israelenses e estadunidenses de 28 de fevereiro que desencadearam a atual contenda.

"Vingar-se"

Em represália aos bombardeios estadunidenses, o Irã voltou a atacar os vizinhos do Golfo: Kuwait, onde houve pelo menos um ferido, Bahrein e também Qatar, um dos mediadores nos esforços por resolver o conflito.

Na Jordânia, mísseis foram interceptados pela primeira vez desde 11 de junho.

A retomada dos ataques tinha feito subir o preço do petróleo na quarta-feira, mas na quinta-feira voltou a cair, em torno dos 77 dólares o barril de Brent do Mar do Norte, referência internacional.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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