Paraguai e Estados Unidos afirmam que China atacou sistemas do Estado
O Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação (Mitic) publicou uma declaração conjunta dos governos do Paraguai e Estados Unidos na qual informaram sobre os resultados de uma revisão de cibersegurança das redes do Estado.
Segundo o comunicado, nesse processo foram identificados múltiplos ataques maliciosos vinculados ao Governo da China que se infiltraram nos sistemas governamentais.
Essa operação ocorre após uma revisão que havia sido realizada em 2024, quando a Embaixada dos Estados Unidos em nosso país e o Mitic detectaram um ciberataque perpetrado pela empresa chinesa Flax Typhoon, a qual foi sancionada pela Oficina de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, pela sigla em inglês).
Com a sanção, foram bloqueados todos os bens ou interesses em bens da empresa que estejam nos EUA ou em posse de cidadãos estadunidenses, assim como também todas as entidades que sejam de sua propriedade em 50% ou mais.
Os trabalhos fazem parte de uma cooperação entre EUA e Paraguai que visa fortalecer uma infraestrutura digital, a fim de contrarrestar os ataques estrangeiros malintencionados.
Em 2024, o ministro de Informação e Comunicação, Gustavo Villate, detalhou que o grupo chinês extraiu dados da informação que se intercambiava na Chancelaria.
Este tipo de ataques que ocorre de maneira ativa é muito difícil de identificar; normalmente ocorre para poder extrair dados, mas sem afetar o dado de forma que não se identifique; então, o que se faz é uma escuta da comunicação ou do intercâmbio de informação que ocorre dentro deste sistema, foi a explicação que o ministro deu na ocasião em Monumental 1080 AM.
Os hackers tinham acesso ao correio eletrônico da Chancelaria, o qual continha informações sobre as relações que o Paraguai mantinha com os demais países.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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