Senave estabeleceu a pausa fitossanitária da soja e alertou sobre cenário sanitário mais desafiante para próxima safra
A Direção de Proteção Vegetal do Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Vegetal e de Sementes (Senave) confirmou o estabelecimento da pausa fitossanitária para o cultivo de soja no Paraguai, uma ferramenta considerada fundamental para reduzir a pressão sanitária de cara à próxima safra agrícola e evitar a propagação de doenças como a ferrugem asiática.
Em conversa com Valor Agregado, a diretora de Proteção Vegetal do Senave, Cristina Galeano, explicou que a medida contempla um período de 90 dias sem presença de plantas de soja em campo, embora este ano tenha precisado ser ajustada devido ao atraso na colheita provocado pelas condições climáticas.
"Nós estabelecemos como Senave uma pausa fitossanitária de 90 dias para o cultivo de soja. As datas compreendidas normalmente são de 1º de junho a 30 de agosto, mas este ano, devido às intempéries e ao atraso da colheita, decidiu-se estender o início da pausa", indicou.
Nesse sentido, detalhou que para a Região Oriental a pausa vigerá entre 20 de junho e 30 de agosto, enquanto que no Chaco o período irá de 15 de junho a 15 de setembro.
Galeano ressaltou que um dos principais objetivos dessa medida é interromper o denominado "ponte verde", ou seja, a permanência de plantas vivas de soja que permitem a sobrevivência e multiplicação de doenças e populações resistentes entre safras.
"Isso é muito importante justamente para cortar a transferência dos esporos desse patógeno que poderiam influenciar negativamente na próxima safra. O objetivo principal é cortar com essa ponte verde para evitar a multiplicação de populações resistentes", afirmou.
Quanto ao cenário sanitário da última safra, a técnica reconheceu que a ferrugem asiática voltou a aparecer nos cultivos e lembrou que o manejo preventivo continua sendo a principal ferramenta para reduzir o impacto produtivo e econômico da doença.
"Tivemos aparição de ferrugem da soja e sabemos que tem um alto impacto quando não se maneja ou controla de forma oportuna. A chave está no manejo preventivo, priorizando a rotação de ingredientes ativos e o uso de produtos de ação multissítio como estratégia para reduzir riscos de resistência", sustentou.
A diretora de Proteção Vegetal também alertou que os prognósticos climáticos associados a um possível cenário Niño para o segundo semestre poderiam gerar condições mais favoráveis para o desenvolvimento de doenças e pragas na próxima safra.
"Com essa predição climática temos que estar mais alertas que antes. O ambiente em campo é muito dinâmico e devemos ingressar de forma oportuna para detectar as pragas e realizar o controle correspondente", sinalizou.
Finalmente, Galeano indicou que Senave intensificará os monitoramentos durante...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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