Senave alerta sobre risco de ingresso da Vassoura de Bruxa da Mandioca no Paraguai
Alerta sanitário na região
O Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Vegetal e de Sementes (Senave) emitiu um alerta sobre o risco de ingresso no Paraguai da enfermidade conhecida como Vassoura de Bruxa da Mandioca. Esta ameaça sanitária já atravessou as fronteiras regionais e foi detectada na Argentina, Brasil e Bolívia. O patógeno também foi identificado na Guayana Francesa em 2023, o que reforça a necessidade de intensificar os controles sobre o material vegetal que ingressa no país.
A enfermidade, denominada Cassava Witches' Broom Disease (CWBD), é provocada pelo fungo Ceratobasidium theobromae. Atualmente figura para o Paraguai como uma Praga Quarentenária Ausente, o que significa que ainda não foi detectada no território nacional. Sua eventual introdução representaria um sério risco para um dos cultivos de maior importância para a alimentação e para a economia de numerosas famílias produtoras.
Características da infecção
A mandioca é o principal hospedeiro desta enfermidade. Entre os sinais que podem aparecer nas plantas encontram-se uma excessiva proliferação de folhas, pecíolos menores, alterações vasculares e necrose. À medida que avança a infecção, as plantas podem apresentar deformações, crescimento reduzido e o aparecimento de estruturas semelhantes a uma vassoura, característica que originou o nome da enfermidade.
O impacto não se limita ao aspecto visual das plantas. A infecção pode reduzir de maneira considerável a produção de raízes, comprometendo tanto seu rendimento quanto sua qualidade comercial.
O risco da transmissão silenciosa
Um dos maiores riscos está em que as plantas infectadas podem não mostrar sintomas visíveis. As estacas utilizadas para a propagação constituem a principal via de dispersão da enfermidade. Além disso, determinados insetos capazes de se alimentarem da seiva também podem contribuir para sua transmissão.
O Senave adverte que não existe tratamento curativo uma vez que a planta tenha sido infectada. Nos cenários mais graves, as perdas poderiam chegar entre 80% e 100% do rendimento, com consequências significativas para o mercado e o abastecimento de mandioca. A enfermidade também pode encontrar um hospedeiro alternativo em plantas de abacate, ampliando o alcance potencial do problema sanitário.
Medidas preventivas recomendadas
Ante a proximidade dos focos regionais, o Senave estabelece como medida obrigatória não introduzir nem utilizar material de propagação de mandioca procedente de zonas ou países onde tenha sido confirmada a presença da enfermidade.
A recomendação principal é utilizar unicamente material certificado de procedência conhecida e com garantias sobre sua condição sanitária. No caso de produtores que preparam suas próprias estacas, estas devem provir de plantas que demonstrem estar livres da enfermidade.
A vigilância constante e o cumprimento estrito destes protocolos de biossegurança resultam fundamentais para manter o Paraguai livre desta praga quarentenária.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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