Senador Liseras diz que a oposição ataca porque quer um Tribunal a seu gosto
O senador colorado Carlos Liseras, que jurou duas vezes em menos de um mês como substituto de Hernán Rivas, se referiu às críticas da oposição sobre a decisão do Tribunal a respeito do caso de Kattya González.
Acusou os legisladores de terem pouca memória, já que outros colegas também foram destituídos sem julgamento justo, sem tempo e sem argumentos necessários para a expulsão, mas "não reclamaram com tanta veemência".
"Qual é o problema? Quando a decisão é do nosso agrado vamos aplaudir e quando não nos agrada vamos atacar e vamos destruir. Onde estamos?", indicou.
Mencionou que o mesmo Tribunal condenou com uma velocidade fantasmagórica muitos cidadãos, casualmente colorados, rejeitando assim as acusações de submissão do Poder Judiciário ao partido de governo.
"Ou seja, eles querem um Tribunal a seu gosto. Quando nos agrada a sentença vamos aplaudir e quando não nos agrada vamos dizer que é inconstitucional, o que decidir a sala constitucional", insistiu.
O colorado instou a respeitar, como democratas, as decisões dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo.
Carlos Liseras jurou em abril passado como senador titular em substituição a Hernán Rivas, quem naquele momento obteve um permissão indefinida pelo caso de título falso. Em menos de um mês e sem deixar a cadeira, voltou a prestar juramento no Congresso, mas já no lugar de Erico Galeano, quem terminou renunciando após a ratificação de sua condenação.
Mas o principal questionamento quanto à legitimidade de seu cargo é que não renunciou como funcionário público para assumir no Congresso conforme dita a Constituição Nacional, levando em conta que se desempenhava como diretor da Comissão Nacional de Jogos de Azar (Conajzar).
Se amparou em uma duvidosa licença excepcional concedida por Santiago Peña, que lhe permitirá voltar à sua instituição de origem, ou seja, à Direção Nacional de Receitas Tributárias (DNIT), quando algum senador com licença retorne à sua cadeira e Liseras volte à suplência.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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