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Política

Senador governista sugere ampliar déficit fiscal de forma permanente

08/08/2026 17:00 3 min lectura 11 visualizações

O senador colorado Derlis Maidana, da bancada governista de Honor Colorado, celebrou o novo plano de convergência fiscal apresentado pelo Ministério da Economia, que estabelece uma ampliação temporária do déficit em 2026 e 2027, mas prevê retornar ao teto de 1,5% do produto interno bruto (PIB) em 2028.

A seu critério, essa mudança permitirá que o Estado possa cumprir com todos seus compromissos, principalmente com as vialeras e farmacêuticas.

"Estou super de acordo. Estou muito convencido, porque o teto do déficit fiscal de 1,5% fixado na era do ministro Manuel Ferreira Brusquetti, no governo de Federico Franco, era outro contexto que vivia a República do Paraguai. Era uma economia menor e hoje nós levarmos ao 3,9% vai permitir cumprir com todos os compromissos", expressou em entrevista com ÚH.

Embora o parlamentar assegurasse desconhecer se existe ou não um projeto para modificar a Lei de Responsabilidade Fiscal e ampliar o déficit de forma permanente, defendeu essa possibilidade, garantindo que terá um retorno favorável para a microeconomia.

"Para mim há que mudar também um pouco a Lei de Responsabilidade Fiscal e torná-la um pouco mais flexível porque há oscilações econômicas, há épocas de vacas gordas e de vacas magras, como se diz. E nós temos que ser uma economia previsível, ordenada, mas não a um custo social forte", apontou.

"Temos que sempre priorizar a gente, pelo qual me parece muito acertado, e há tempo eu vinha levantando isso dentro do movimento e do partido. Ao presidente da República (Santiago Peña) lhe tenho dito em muitas oportunidades que essa seria uma medida saudável, principalmente para que haja mais dinamismo na microeconomia", acrescentou.

Segundo sustentou, tornar transparente e cumprir com as dívidas a fornecedores permitirá que haja mais medicamentos nos hospitais, que se invista mais em obras públicas e disporá de um maior circulante, dando cumprimento à missão fundamental do Estado, de apostar em infraestrutura, saúde e educação.

"Vai-se discutir muito ainda esse tema, mas eu estou muito de acordo", enfatizou Maidana.

Quanto às estratégias para evitar que as dívidas com fornecedores voltem a se acumular, o legislador colorado recomendou realizar um melhor controle sobre as compras públicas. Alertou sobre o monopólio de um grupo empresarial que acapara todos os pregões, pelo que instou a verificar o histórico das firmas com mais adjudicações. "Já não é uma questão política, é uma questão de corporativismo com o qual se manejam muitas dessas licitações e o grande prejudicado é o povo", concluiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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