Senador do HC admite que governadores preferem Peña ante Cartes
Maidana reconhece tensão interna no movimento e realidade política que explica posicionamento dos chefes departamentais
O senador Derlis Maidana considera que o movimento Honor Colorado atravessa uma "calma tensa" e insistiu em que as diferenças deveriam ser abordadas após as eleições municipais. Dessa forma, quer evitar que a disputa pela conformação da chapa presidencial afete a campanha municipal.
"Creio que é necessário continuar tendendo as pontes de diálogo entre todos os setores de modo que o movimento Honor Colorado permaneça unido posterior ao 4 de outubro, com o objetivo de ter uma muito boa possibilidade de ganhar as internas presidenciais de dezembro de 2027", manifestou em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.
A disputa se aprofundou após Cartes anunciar publicamente que Baruja será o candidato à vice-presidência. Pedro Alliana, porém, ratificou que será ele quem definirá seu companheiro de chapa uma vez concluído o processo eleitoral municipal.
Para Maidana, trata-se de uma situação atípica a disputa pelo segundo cargo no Executivo.
"É uma situação atípica, é a primeira vez que o cargo de vice-presidente gera muita competência, muita luta interna entre vários segmentos e também o estilo de liderança sempre, onde o líder do movimento sempre decidiu as candidaturas", assinalou.
Não obstante, esclareceu que respeita Alliana quando afirma que será ele quem escolherá seu companheiro para as internas de dezembro de 2027.
Maidana referiu-se às versões sobre a conformação de um eventual "peñismo" e um "allianismo" dentro de Honor Colorado. Embora tenha assinalado que até agora não existiu uma intenção de Santiago Peña de formar um movimento próprio, admitiu que existe uma realidade política que explica o posicionamento dos governadores.
"Sem embargo, há um fato real de que os governadores, principalmente pela razão de que o presidente Cartes sempre mostrou sua maior preferência por Juan Carlos Baruja, têm um acercamento mais forte com Santiago Peña", reconheceu.
Suas declarações coincidem com o movimento registrado nesta semana entre os governadores de Honor Colorado, que se reuniram com Peña e Alliana em Mburuvicha Róga após Cartes confirmar seu respaldo a Baruja.
Maidana, porém, evitou apresentar esta situação como uma ruptura. Assinalou que Peña nunca teve como agenda a construção de um "peñismo" e atribuiu parte das tensões às versões que circulam dentro dos ambientes políticos.
O senador também defendeu a relação entre Peña e Cartes e sustentou que o presidente reconheceu publicamente a liderança do titular da ANR.
Os chefes departamentais estão descontentes porque seu candidato à vice-presidência é o titular do Conselho de Governadores, Cesarito Sosa, governador de Guairá. Em julho passado já expressaram seu descontentamento com Baruja, devido ao fato de que o ministro de Urbanismo, Habitação e Habitat não os havia saudado no aniversário de Cartes.
O senador oficialista insistiu em que ainda existe margem para recompor as diferenças e alcançar um acordo antes de recorrer a outro candidato.
"Creio que isso será a última ratio, o que se buscará é o acordo e se não ocorrer, creio que cada um também, como é normal, após as eleições municipais, se posicionam rumo às internas presidenciais com seus respectivos movimentos", explicou.
O senador evitou falar sobre uma ruptura entre Cartes, Alliana e Peña, argumentando que existem vínculos políticos e pessoais que ainda mantêm unida a liderança.
"Não quero vaticinar ainda isso porque há vínculos muito fortes, afetivos, que unem, por exemplo, Pedro Alliana com Horacio Ca...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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