Senado volta a tratar projeto que proíbe bonificações a altas autoridades
A Câmara de Senadores voltará a tratar nesta quarta-feira o projeto de lei que proíbe, durante o exercício fiscal de 2026, o pagamento de bonificações, qualquer que seja sua denominação, às máximas autoridades das instituições que ocupam cargos de condução política e superior.
A iniciativa foi aprovada com modificações pelo Senado, mas posteriormente foi rejeitada na Câmara de Deputados por 35 votos, em sua maioria de legisladores cartistas.
A proposta planteia suspender durante o exercício fiscal de 2026 o pagamento de bonificações e outros benefícios adicionais às máximas autoridades dos três poderes do Estado e de diversos organismos públicos.
O projeto foi apresentado pelo senador Basilio Núñez e outros legisladores colorados. Durante seu estudo na Câmara Alta, a senadora Esperanza Martínez propôs incorporar um artigo para que os recursos economizados mediante a suspensão desses pagamentos sejam destinados ao Ministério de Saúde Pública, com o objetivo de contribuir ao pagamento das dívidas do setor. A modificação foi aprovada.
Durante o tratamento em Deputados, o líder da bancada da ANR, Miguel del Puerto, argumentou que o Poder Executivo já implementou medidas de racionalização do gasto público mediante um decreto vigente, que contempla restrições e cortes em distintos rubros, incluída a suspensão de novos processos de contratação pública.
Asimesmo, advertiu que a aprovação da proposta legislativa poderia gerar efeitos negativos em algumas instituições públicas, especialmente no âmbito educativo.
Finalmente, o projeto foi defendido pelos legisladores da oposição e rejeitado pelos oficialistas, pelo que voltará a ser analisado pelo Senado.
Abigeato e proteção de infraestrutura crítica
Outro dos projetos que será abordado é o que modifica e amplia o artigo 163 do Código Penal, relativo ao abigeato. A iniciativa busca fortalecer a luta contra o roubo de gado e brindar maior proteção aos pequenos produtores pecuários.
O projeto estabelece uma pena de dois a dez anos de prisão para quem furtar uma ou mais cabeças de gado, menor ou maior. A sanção se elevará de três a quinze anos quando se configurarem determinadas circunstâncias agravantes.
Entre estas se encontram a comissão do fato com fins comerciais, a participação de bandas dedicadas ao abigeato, a geração de uma situação de indigência para a vítima, o furto de gado de grande utilidade ou valor, o aproveitamento de situações de calamidade ou perigo comum e a participação de funcionários públicos mediante o abuso de suas funções.
A proposta já conta com a aprovação da Câmara de Deputados e será tratada pelos senadores.
Asimesmo, figura na ordem do dia o projeto de lei de proteção de infraestrutura crítica, apresentado pelo senador José Oviedo. A iniciativa tem como objetivo proteger e garantir o funcionamento contínuo das infraestruturas consideradas críticas, mediante a identificação de riscos, a gestão coordenada e a implementação de medidas preventivas.
Entre seus principais objetivos se encontram identificar as infraestruturas críticas e suas vulnerabilidades, promover medidas de segurança física e cibernética baseadas em padrões internacionais, estabelecer mecanismos de cooperação entre os setores público e privado e fortalecer a capacidade de resposta do Estado ante eventuais incidentes, a fim de minimizar suas consequências.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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